Quero uns óculos optimistas (percebe-se logo)! Ou se calhar quero apenas que a fotografia que tirei na última noite do ano (e que na altura me pareceu bastante focada) fique escondida uns centímetros mais para baixo. Ou as duas! Ou então quero mesmo é que o meu poder criativo comece a jogar a meu favor e estou para aqui a arranjar desculpas :) Who cares?
Feliz Ano Novo - 2014!
Teoricamente, hoje é o meu último dia informático do ano. Vou ter férias e lá por casa não reina nada que preencha estes requisitos. Portanto, é altura de escrever o balanço de 2013 e as aspirações para 2014, ou talvez não! :p
Tal como em tantos outros anos, os olhos cansados de mais 365 dias com filtro pessimista não vêem nada de bom e isso invalida logo qualquer balanço mas... É certo e sabido que todos os anos têm momentos simplesmente deliciosos, revitalizantes, aconchegantes e felizes e que, grande parte deles, são partilhados com as pessoas lindas e maravilhosas que temos nas nossas vidas.
Para 2014, desejo a todos o mesmo que desejo para mim, desde que uma casa perfeita (ou simplesmente umas janelas de jeito que transformarão a vossa casa em perfeita), um arranjo brutalmente gigante na frente do carro, uma cara-metade, um animal de estimação a sério (ou uma planta, se calhar é melhor começar pela planta para perceber se ela sobrevive), um contrato de emprego melhorzinho, umas viagens (ou míni viagens ou escapadinhas de fim-de-semana)... sejam aspirações importantes para todos! Ou se calhar resumo-me à minha insignificância e desejo apenas que sejam felizes (porque aquilo que nos faz felizes pode ter diferenças assustadoras) e que o novo ano se faça de sorrisos!
Tonto de ti - Azeitonas
Como quando o Porto perde em casa
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar
Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.
Gosto de Azeitonas!
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar
Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.
Gosto de Azeitonas!
Uma gaja...
...quando é burra, é burra a vida toda!
Voltei a arrastar-me aos teus pés. Apesar de já ter decidido seguir em frente, houve uma esperança qualquer que se “acendeu” em mim e, como sou gaja, achei por bem esclarecer tudo e pôr-te a par dos meus planos. Fui ter contigo e encontrei-te com outra (não aquela com quem te tinha deixado, era OUTRA!). Fiquei fula.
Pedi uma “ajudinha” a um amigo e ele tratou de ti, desfez-te me pedacinhos enquanto eu assistia na primeira fila. Se gostei? Não! Se me deixou angustiada e com o coração apertado? Sim! Se mudava alguma coisa? Não, cada um só tem o que merece!
Beneath Your Beautiful - Labrinth and Emeli Sandé
You tell all the boys "No"
Makes you feel good, yeah.
I know you're out of my league
But that won't scare me away, oh, no
You've carried on so long,
You couldn't stop if you tried it.
You've built your wall so high
That no one could climb it,
But I'm gonna try.
Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now, girl, take it off now, girl
I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight?
You let all the girls go
Makes you feel good, don't it?
Behind your Broadway show
I heard a boy say, "Please, don't hurt me"
You've carried on so long
You couldn't stop if you tried it.
You've built your wall so high
That no one could climb it.
But I'm gonna try
Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now, boy, take it off now, boy
I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight, oh, tonight?
I'm gonna climb on top your ivory tower
I'll hold your hand and then we'll jump right out
We'll be falling, falling but that's OK
'Cause I'll be right here
I just wanna know
Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now, girl, take it off now, girl (take it off now, boy, take it off now, boy)
'Cause I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight, oh, oh, oh, tonight?
See beneath your beautiful, oh, tonight.
We ain't perfect, we ain't perfect, no.
Would you let me see beneath your beautiful tonight?
Celta 2013
O Binte foi o meu primeiro!
Depois de alguns anos amarrada ao contexto familiar de “o meu sobrinho vai fazer a festa de aniversário nesse fim-de-semana”, libertei-me e eliminei mais um item da minha lista de “coisas que ainda quero fazer”: fui a Braga assistir ao Celta.
Fiquei rendida ao Theatro Circo, senti uma certa magia no ar (que seria um tema para o festival bem mais simpático ainda que com menos potencial que o deste ano: “Azeiteiro”) e percebi que aquele espaço é logo meio festival.
A TOCA (do Coelho), assim se chamava o espaço que acolheu os dois dias de festa pós-festival, convenceu-me por concentrar uma imensidão de possibilidades num sítio só... Dava para dançar, dava para conversar, dava para beber finos, dava para ouvir musiquitas... E até dava para fumar, em modo solidariedade, sem ter que se sair para a rua, para o frio.
Braga tem igrejas em cada canto mas, para quem não conhece a cidade, o desafio é mesmo encontrar uma esplanada ao sol (numa tentativa de lidar melhor com o frio). Para compensar, há a questão do sotaque (porque eu vou achar sempre que lá em cima se fala a cantar e adoro isso) e não me vou cansar de dizer que o ar que se respira por ali é diferente, bem fresquinho mas muito mais leve. Num fim-de-semana de fuga às rotinas é isso que se quer.
Ainda tive tempo para conhecer pessoas novas e matar saudades das que já conheço... Soube-me imensamente bem. Voltei de Braga revitalizada. Obrigada!
Depois de alguns anos amarrada ao contexto familiar de “o meu sobrinho vai fazer a festa de aniversário nesse fim-de-semana”, libertei-me e eliminei mais um item da minha lista de “coisas que ainda quero fazer”: fui a Braga assistir ao Celta.
Fiquei rendida ao Theatro Circo, senti uma certa magia no ar (que seria um tema para o festival bem mais simpático ainda que com menos potencial que o deste ano: “Azeiteiro”) e percebi que aquele espaço é logo meio festival.
A TOCA (do Coelho), assim se chamava o espaço que acolheu os dois dias de festa pós-festival, convenceu-me por concentrar uma imensidão de possibilidades num sítio só... Dava para dançar, dava para conversar, dava para beber finos, dava para ouvir musiquitas... E até dava para fumar, em modo solidariedade, sem ter que se sair para a rua, para o frio.
Braga tem igrejas em cada canto mas, para quem não conhece a cidade, o desafio é mesmo encontrar uma esplanada ao sol (numa tentativa de lidar melhor com o frio). Para compensar, há a questão do sotaque (porque eu vou achar sempre que lá em cima se fala a cantar e adoro isso) e não me vou cansar de dizer que o ar que se respira por ali é diferente, bem fresquinho mas muito mais leve. Num fim-de-semana de fuga às rotinas é isso que se quer.
Ainda tive tempo para conhecer pessoas novas e matar saudades das que já conheço... Soube-me imensamente bem. Voltei de Braga revitalizada. Obrigada!
Não está a ser fácil I
Depois, chegam aqueles dias em que tudo se complica...
Apercebo-me que, já por duas vezes, dei comigo a rastejar aos teus pés e a implorar que voltasses para mim. Sem sucesso. Cheguei ao cúmulo de te ver nos braços de outra e afastar-me em silêncio. Não aguento mais. Confesso. Não dá mais. Desisto.
Vou procurar um novo que me trate como eu mereço!
Mundopardo U>Rock
Ontem foi noite de Mundopardo no Hard Rock Cafe Lisboa... E eu arranquei-me do aconchego do lar (do descanso, das mantinhas, da horizontal...) e fui, e cheguei a horas, e vi a prestação deste grupo que arrancou o 2º lugar no concurso de bandas universitárias U>Rock.
Parece que foi ontem que a primeira música deles tocava em modo automático aqui no meu blog e agora eles já fazem (mini) atuações na “minha” capital, no código postal certo (ou não)... Gosto muito!
Nota importante: Era para existir aqui uma foto bonitinha dos meninos roubada descaradamente do facebook via google (este sim o melhor amigo da mulher) mas a falta de jeito é coisa para me atacar de quando em vez e não vai dar. O momento em que este blog se iria encher de carinhas larocas foi adiado.
Momento relax
Desfolhada – Simone de Oliveira
Corpo de linho, lábios de mosto
Meu corpo lindo, meu fogo posto.
Eira de milho, luar de Agosto
Quem faz um filho, fá-lo por gosto.
É milho-rei, milho vermelho
Cravo de carne, bago de amor.
Filho de um rei, que sendo velho
Volta a nascer, quando há calor.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada.
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada.
Minha raiz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra.
Ó minha água e minha sede
Ó mar ao sul da minha terra.
É trigo loiro, é além Tejo
O meu país neste momento.
O sol o queima, o vento o beija
Seara louca em movimento.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada.
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada.
Olhos de amêndoa, cisterna escura
Onde se alpendra, a desventura.
Moira escondida, moira encantada
Lenda perdida, lenda encontrada.
Ó minha terra, minha aventura
Casca de noz desamparada.
Ó minha terra minha lonjura
Por mim perdida, por mim achada.
Música: Nuno Nazareth Fernandes; Letra: Ary dos Santos
Escolhas
Hoje não vou estar aqui...
Nem aqui....
E muito menos aqui...
Troquei tudo por uma noite à lareira, sozinha em casa. Logo eu!
Adoro quando tomam as decisões todas por mim.
Carta de amor
“Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. […] Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava já era tarde de mais.
[…]
Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões, para não te amar ou não querer saber de ti.
Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama. Até dás a impressão que tanto te faz seres odiado como amado; que gostas de fingir que estás acima disso”.
Excerto de uma carta de amor de Miguel Esteves Cardoso
Quem de nós dois - Ana Carolina
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Está ruim p'ra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa p'ra não te encarar
P'ra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não estou nem aí p'ra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Música: Gianluca Grignani / Massimo Luca
Letra: Ana Carolina / Dudu Falcão
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Está ruim p'ra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa p'ra não te encarar
P'ra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não estou nem aí p'ra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Música: Gianluca Grignani / Massimo Luca
Letra: Ana Carolina / Dudu Falcão
Não está a ser fácil
Dia 1 – O horror
Cheguei a casa e o silêncio, total, era aterrador. Procurei por sinais de ti e nada. O coração veio parar-me ao pé da boca e senti-me, de novo, pequenina e desprotegida. Não tive forças para lutar e refugiei-me nas minhas leituras tanta vez adiadas. Estou grata por tanto livro que empilhei na esperança de “um dia...”.
Dia 2 – A paz podre
Jantei como não o fazia há muito tempo, em casa, à mesa, sem pressas, sem preocupações, sem dar por mim ansiosa a tirar-te toda a loiça suja da frente... Sem ti! Só eu e a minha refeição, com pratos, talheres e tudo. Foi estranho, já nem me lembrava como era essa coisa de comer sozinha. Depois, rendi-me ao encanto do romance que agora comecei a ler e já vai quase no fim (sim, gosto de ler romances vá-se lá perceber porquê). A Sveva cativou-me à séria e ainda bem, mantém-me distraída.
Dia 3 – O cansaço
Hoje não quis saber de nada, cheguei e enfiei-me na cama, vestida e calçada, tal como estava. Pouco tempo depois o telemóvel tocou e deixei-me ser desencaminhada. Luto adiado!
Desejos para o fim-de-semana: não dar em louca (porque tudo mas tudo me faz pensar em ti) e sobreviver a um festival de gajas só para ver uns mocinhos jeitosos e simpáticos :)
Cheguei a casa e o silêncio, total, era aterrador. Procurei por sinais de ti e nada. O coração veio parar-me ao pé da boca e senti-me, de novo, pequenina e desprotegida. Não tive forças para lutar e refugiei-me nas minhas leituras tanta vez adiadas. Estou grata por tanto livro que empilhei na esperança de “um dia...”.
Dia 2 – A paz podre
Jantei como não o fazia há muito tempo, em casa, à mesa, sem pressas, sem preocupações, sem dar por mim ansiosa a tirar-te toda a loiça suja da frente... Sem ti! Só eu e a minha refeição, com pratos, talheres e tudo. Foi estranho, já nem me lembrava como era essa coisa de comer sozinha. Depois, rendi-me ao encanto do romance que agora comecei a ler e já vai quase no fim (sim, gosto de ler romances vá-se lá perceber porquê). A Sveva cativou-me à séria e ainda bem, mantém-me distraída.
Dia 3 – O cansaço
Hoje não quis saber de nada, cheguei e enfiei-me na cama, vestida e calçada, tal como estava. Pouco tempo depois o telemóvel tocou e deixei-me ser desencaminhada. Luto adiado!
Desejos para o fim-de-semana: não dar em louca (porque tudo mas tudo me faz pensar em ti) e sobreviver a um festival de gajas só para ver uns mocinhos jeitosos e simpáticos :)
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