Tonto de ti - Azeitonas
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar
Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.
Gosto de Azeitonas!
Desfolhada – Simone de Oliveira
Música: Nuno Nazareth Fernandes; Letra: Ary dos Santos
Quem de nós dois - Ana Carolina
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Está ruim p'ra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa p'ra não te encarar
P'ra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não estou nem aí p'ra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Música: Gianluca Grignani / Massimo Luca
Letra: Ana Carolina / Dudu Falcão
Quero Que Vá Tudo P’ró Inferno – Roberto Carlos
De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
Se você não vem e eu estou a lhe esperar
Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo o meu tormento
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá p’ró inferno
De que vale a minha boa vida de playboy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá p’ró inferno
Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim
Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá p’ró inferno
Menina Caloira – Copituna d'Oppidana (Tuna Académica da Guarda)
Nasci, Sonhei, Cresci e Amei – Artur Garcia
Foi deus que dar-me quis
O doce que encontrei
Na vida que me fez feliz
Nasci, sonhei, cresci e amei
Nasci fui criança e sonhei
E à sombra de amor
Foi que cresci e me criei
Sonhei, sonho irreal
Em que era o rei
Que fez do bem seu ideal
Cresci fiz castelos no ar
Desejei ter amor
Tudo corri para te encontrar
Amei, quando te vi
E agora sei qual a razão
Porque nasci
Música: João Andrade Santos; Letra: Mª Manuela Teles Santos
Para o Sebastião…
E também para a Carolina e o Bruno que perdem hoje o direito ao uso do nome próprio para passarem a ser apenas a “mamã” e o “papá”!
A paixão - Rui Veloso
Foi feitiço – André Sardet
Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite,
Me guia de dia
E seduz.
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo
Ir ao fim do mundo e voltar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço,
O que é que me deu?
Pra gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Olhar em segredo
Só pra eu... te abraçar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço,
O que é que me deu?
Pra gostar tanto assim de alguém
Como tu...
O primeiro impulso
É sempre o mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda
De um beijo profundo
Eu...
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço,
O que é que me deu?
Pra gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Bomba Relógio – Sérgio Godinho
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.
Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.
Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio.
E depois do adeus – Paulo de Carvalho
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Letra: José Niza; Música: José Calvário
A Rute diz que a minha música é esta. Eu não discordo mas continuo a achar que é esta outra. Agora há quem ache que esta aqui é mesmo a mais indicada… Fico dividida!
Musiquinha – Deolinda
Está tudo morto, não?
Não há motivação!
Nada acontece,
Está tudo à espera,
Está tudo encerrado, não?
Não há mais vibração,
Ninguém se mexe.
Que grande seca, pois...
Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda,
Põe a musiquinha e abana essa anca.
Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.
Está tudo em ruínas, não?
Não há renovação!
Ninguém se inquieta,
Tudo embrutece,
Está tudo inquinado pá.
Não temos salvação,
E esta conversa já me aborrece, e...
Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda
Põe a musiquinha e abana essa anca.
Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.
Abana quem pode,
Abana quem deve,
Abana quem sabe,
Abana quem esquece,
Abana quem pensa ou evita pensar,
Abana o bem para se pôr a abanar.
Abana o pai,
Abana o mãe,
Abana o velho,
O novo também,
Abana por bem,
Abana por mal,
Abana quem diz,
Que abanar é banal.
Abana o da frente,
Abana o de trás,
Abana o dali,
Abana os de cá,
Abana também se me vires abrandar,
Abana-me bem para eu te abanar.
Eu não sei quem te perdeu – Pedro Abrunhosa
Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
Rap do Feio – Gabriel O Pensador
Dois irmãos gêmeos, um bonito e um feio
desde cedo o bonito sacaneava o feioso
dizendo que ele mais tarde ia trabalhar num rodeio
fazer careta p’ro touro e deixar o bicho nervoso
"Cala a boca, pentelho!", respondia o feinho
"Vai casar com o espelho? Então fica sozinho"
e o feio saía sempre fazendo amizade,
sem a menor vaidade, popular na cidade
na adolescência, malandro, mandava bem nas festinhas
e o bonito bolava se aparecia um espinha
"Que espinha nem cravo, meu irmão, não esquenta!
Eles apagam a luz antes da música lenta!"
"Uh, uh, uh, que beleza!"
E muito tempo depois, vendo o seu irmão tão lindo e tão mal humorado
o feio, sorrindo, criou um belo ditado:
"A beleza é passageira, mas feiura é um bem que a gente tem p’ra vida inteira"
A mulherada gostava, a natureza foi sábia
ele perdia em boniteza mas ganhava na lábia:
"aí, gatinha, chega aí, chega mais perto, não tema
eu sou 100% feio, eu sei, qual o problema?
eu sou feio mas te faço feliz, com palavras gentis
um papaia com licor de cassis
o feio sabe o que faz, o feio sabe o que diz
os detalhes subtis, você vai pedir bis
mais vale um feio maduro que dez galãs infantis
então pensa num actor, que eu penso numa actriz
apaga a luz e vem que o amor é cego, meu bem
abre a porta e vai entrando que eu entro também"
"Uh, uh, uh, que beleza!"
É dos feios que elas gostam mais
o feio não vacila, o feio corre atrás
e corre na frente, é valente, chega junto
um feio inteligente nunca fica sem assunto
já o bonito é diferente
confia na beleza e fica meio… diz, displicente
e nesse meio tempo em que o bonito só pensou no visual
o feio se arrumou e ganhou na moral
na real, o bonito se dá mal geral
quando é festa, churrasco, pagode ou carnaval
porque sempre que a mulher acompanhada perde a linha
só olha pro bonito
"Nossa, que gracinha!"
mas aí o maridão, que já tá cheio de cana
junta logo os outros cornos p’ra juntar o bacana
e se tiver tiro, o bonito é que morre
o corno corre, a mina chora e adivinha quem socorre?
acertou em cheio quem achou que é o feio
que executa a mulher do alheio sem tiroteio
e se a própria mulher depois resolve contar
e o marido traído se recusa a acreditar:
"Quem?! Aquele cara ali? Ah, fala sério! Se é com ele pode ir."
"Uh, uh, uh, que beleza!"
Eu sou feio mas eu faço bonito
E as mulheres dão grito, e as mulheres dão grito!
Eu sou feio mas a sorte me escolhe
E as mulheres dão mole, e as mulheres dão mole!
Nasce Selvagem – Delfins
Que a uma família ou geração
Mais de que a um passado
Que a uma história ou tradição
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Mais de que a um patrão
Que uma rotina ou profissão
Mais de que a um partido
Que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Vive selvagem e para ti serás alguém
Nesta viagem
Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém
Just Give Me A Reason – Pink e Nate Ruess
Right from the start
You were a thief, you stole my heart
And I, your willing victim
I let you see the parts of me
That weren't all that pretty
And with every touch
You fixed them
Now you've been talking in your sleep oh oh
Things you never say to me oh oh
Tell me that you've had enough
Of our love
Our love
Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second we're not broken just bent
And we can learn to love again
It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken just bent
And we can learn to love again
I'm sorry I don't understand
Where all of this is coming from
I thought that we were fine (oh we had everything)
Your head is running wild again
My dear we still have everythin'
And it's all in your mind (Yeah, but this is happenin')
You've been havin' real bad dreams oh oh
You used to lie so close to me oh oh
There's nothing more than empty sheets
Between our love, our love
Oh, our love, our love...
Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second we're not broken just bent
And we can learn to love again
I never stopped
You're still written in the scars on my heart
You're not broken just bent
And we can learn to love again
Oh tear ducts and rust
I'll fix it for us
We're collecting dust
But our love's enough
You're holding it in
You're pouring a drink
No nothing is as bad as it seems
We'll come clean
Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second we're not broken just bent
And we can learn to love again
It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken just bent
And we can learn to love again
Oh, we can learn to love again
Oh, that we're not broken just bent
And we can learn to love again
Acordar – Paulo Gonzo
São duas da tarde e ainda estava a dormir,
foi bom teres falado estou mesmo a sair
Essa voz maviosa, logo pela manhã,
bate-me com mais speed que um Guronsan
Ai como é bom assim acordar,
com o sol na janela e a magia no ar
Olhar nos teus olhos e ver coisas sem fim,
e voltar para casa com esta música, dentro de mim
(…)
ai, ai como é bom assim acordar
Um fim de tarde como este, aqui para nós,
mesmo com outros parece que estamos sós
Mais um café que a noite já aí vem,
gente como tu é o melhor que o mundo tem
Ai como é bom assim acordar,
com o sol na janela e a magia no ar
Olhar nos teus olhos e ver coisas sem fim,
e voltar para casa com esta música, dentro de mim
(…)
ai, ai como é bom assim acordar
Miriam – Cristina Branco
Camisa, calça de ganga
Colarzinho de missanga
E quase sempre sozinha
Mas chegando a madrugada
Montavas a bicicleta
De t-shirt e calça preta
E grande capa doirada
Uma argola na orelha
E uma mochila vermelha
Quem havia de dizer
O que andavas a fazer
Ai Miriam
Quem te visse
A passear no Chiado
Com um ar muito aprumado
De repente tão reguila
E o que era mais estranho
É que essa tua mochila
Parecia sem tamanho
Lá cabia o que tiravas
De toda a parte onde andavas
Sem que ninguém te apanhasse
E sem que ninguém te visse
Qual Robin que se inspirasse
Nas aventuras de Alice
Quem havia de dizer
O que tu ias trazer
Ai Miriam
Quem te visse
De dia, uma boa menina
E à noite super-heroína
As coisas que tu trazias!
Um grande queijo da serra
Um dicionário, um colchão
Um bom pedaço de terra
Um comboio, um avião
Estacionamento sem multa
Um posto de gasolina
Um bilhete pró Teatro
Umas férias em Berlim
Uma casa e um jardim
Um alvará e um contrato
Um bife, uma sopa quente
Uma visita a Foz Coa
Uns patins, uma meloa
O Expresso do Oriente
Até ao raiar da aurora
Como se fosse um festim
Que nunca mais tinha fim
Como se todos os dias
Tudo fosse sempre assim
E muito mais…muito mais…
As coisas essenciais
P'ra se poder escolher
A vida que se quer ter
E de toda a parte vêm
Os que nunca nada têm
Fazer um grande festim
Com tudo o que tu trazias
Como se todos os dias
Tudo fosse sempre assim
Quem é que pode saber
O que vai acontecer
Ai Miriam
Quem te visse
Se muitos fossem capazes
De fazer o que tu fazes.
(Manuela de Freitas/Ricardo J. Dias)
La Tortura - Shakira e Alejandro Sanz
Guárdate la alegría pa'ti
No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con los ojos secos y hablando de ella
Ay amor, me duele tanto, me duele tanto
Que te fueras sin decir adónde
Ay amor, fue una tortura perderte
Yo sé que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor
No solo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo
Sólo de errores se aprende
Y hoy sé que es tuyo mi corazón
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso y nos decimos adiós
No puedo pedir que el invierno perdone a un rosal
No puedo pedir a los olmos que entreguen peras
No puedo pedirle lo eterno a un simple mortal
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas
Ay amor, me duele tanto, me duele tanto
Que no creas más en mis promesas
Ay amor, es una tortura perderte
Yo sé que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor
No solo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo
Sólo de errores se aprende
Y hoy sé que es tuyo mi corazón
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso y nos decimos adiós
No te bajes, no te bajes
Oye negrita, mira, no te rajes
De lunes a viernes tienes mi amor
Déjame el sábado a mi que es mejor
Oye mi negra, no me castigues más
Porque allá afuera sin ti no tengo paz
Yo sólo soy un hombre arrepentido
Soy como el ave que vuelve a su nido
Yo sé que no he sido un santo
Pero es que no soy hecho de cartón
No solo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo
Sólo de errores se aprende
Y hoy sé que es tuyo mi corazón
Ay, ay, ay, ay, ay
Ay, todo lo que he hecho por ti
Fue una tortura perderte
Me duele tanto que sea así
Sigue llorando perdón, yo
Yo no voy a llorar hoy por ti
Olha o fado – Fausto
Eu cá sou dos Fonsecas
Eu cá sou dos Madureiras
De ferro o puro sangue
O que me corre nas veias
Nasci da paixão temporal
Do porto dos vendavais
Cresço no fragor da luta
Numa força bruta
P'ra além dos mortais
Mas tenho muitas saudades
Certas penas e desejos
E aquela louca ansiedade
Como um pecado
Meu amor se te não vejo
Olha o fado
Ora é tão vingativo
Ora é tão paciente
Amanhã é comedor
Hoje abstinente
Mentiroso alcoviteiro
Doce e verdadeiro
Uma vez conquistador
Outra vez vencido
Amanhã é navegante
Hoje é desvalido
Sensual aventureiro
Doido e bandoleiro
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
De olhos pregados nos céus
De cima dos chapitéus
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
E na verdade o que vos dói
É que não queremos ser heróis
Negras como a noite – Xutos & Pontapés
Com mãos de veludo,
negras como a noite
Tu deste-me tudo
e eu parti...
Um homem trabalha
no outro lado do rio,
com as suas duas mãos
repara o navio
Está sozinho e triste,
mas tem de aguentar,
já falta tão pouco
para poder voltar
Vai ficar tudo bem, isso eu sei
Vai ficar tudo bem, isso eu sei
Quando o sol se juntar ao mar
e eu te voltar a beijar.
Só mais uma vez, só mais uma vez
só mais uma, só mais esta vez
Com um adeus começa
outro dia igual
Ficou a promesa,
escondida no lençol
Negras como a noite,
vindas de outra terra
as mãos de veludo,
estão à sua espera.