1540 kms depois...
A maluqueira familiar começou em Grândola, às seis da manhã do dia 26, sexta-feira (sim, porque o chefe deixou-me usufruir da sexta-feira) com o carro entupido de tralha e uns desejos reprimidos do tipo "não posso voltar para a cama só mais um bocadinho!?".
Primeira paragem, nas raposas (uma qualquer àrea de serviço na A23) para dar uso, pasmem-se, ao parque infantil
Segunda paragem, Penhas da Saúde.
Não sei bem como mas dedicamo-nos a fazer um boneco de neve (era esse o propósito da viagem, o meu sobrinho nunca tinha visto a neve) e ficou lindo, brincámos, rimos, caímos, rimos mais... Estava um dia lindo, sem vento, com sol e foi mesmo muito bom!
Almoçámos por Manteigas e rumámos às Penhas Douradas e, por lá, não havia neve
O segundo dia - Mirandela - Carrazeda de Ansiães - Parambos (a aldeia mais sportinguista de Portugal)-TUA- inversão de marcha - Macedo de Cavaleiros - Bragança - inversão de marcha - Mirandela. Passeios de carro que o mau tempo tramou-nos, mas ainda assim muito melhor do que ficar em casa.
Terceiro e último dia
Sem sol, frio horrível, vento cortante, nada de brincar na neve.
Loriga - Vasco Esteves de Cima e de Baixo (resta saber de quem) - Tortosendo - A23 - Grândola.
Para recordar...
As paisagens a perder de vista e de perder o fôlego, no Verão devem ser 50500 vezes mais espectaculares (um dia tiro essa dúvida
As amendoeiras em flor de flor branca ou flor cor-de-rosa ("tal como as tuas filhas uma meio loira e outra morena");
A posta mirandesa (um desejo reprimido há já algum tempo) e o bom vinho;
Os rios - o Zêzere, o Tua, o Sabor e o Douro (desta vez vi todos!);
E todos os momentos partilhados em família, com mimos, stresses, amuos, alegrias e parvidades!
Fez-me bem à alma por todos os motivos e mais algum... Não sei porque não o faço mais vezes, talvez porque a parte que implica sair do carro me incomoda um bocado (gosto mesmo de ficar só a disfrutar do que tenho pela frente)... Talvez seja altura de mudar...
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
Eu tenho saudades... muitas!
It seems...
I've changed from one place to another and that really makes me feel good and makes me smile!
But when I'm at home everything seems a little bit awkward and sad. It seems like a different reality. I don't understand...
What I really know is that: "No one told us life is easy but the best thing to do is keep on fighting!".
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos ;)
Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante
As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante
Roberto Carlos
...
Eu acredito em mim,
Eu sou a melhor da minha rua…
Eu sou feliz e faço os outros felizes com a minha inocência,
Com o meu olhar e o meu sorriso,
Eu sou grata por ter amigos e pessoas à minha volta,
Com a sua ternura e o seu carinho.
Eu sou mais solitária do que devia
Mas conheço-me a cada passo na solidão,
Eu cresço,
Eu não luto,
Eu esmoreço.
Eu procuro incessantemente algo que é difícil encontrar…
Eu atiro-me de cabeça,
Eu vivo tudo com intensidade,
Perco o rumo com facilidade.
Eu nego,
Eu desejo,
Eu fraquejo…
Eu persisto.
Eu acredito em mim!
O que eu quero – Angélica T. Almstadter
Eu quero um amor que entre
pela porta da frente
De mãos vazias e a cabeça cheia
de loucuras;
Maduro nas decisões e menino o suficiente,
Pra brincar com poças d´água e chutar latas.
Um homem atrevido e livre de preconceitos
Que saiba olhar ao redor de mim,
sorrir do meu sorriso
Rir para o meu riso
Que saiba chorar, e me deixe chorar
sem censura.
Um homem que não me crive de perguntas
Que compreenda os meus silêncios,
E que tenha consigo seus segredos pra respeitar os meus
Que saiba calar e falar na hora certa.
Um homem que saiba ser amigo,
Que saiba sair e voltar assim
que a saudade bater.
Que não se guie pelos ponteiros,
Que conheça o caminho dos meus braços
Neles se aninhe, mas nunca os algeme,
Ou censure minhas escolhas.
Eu quero um homem nada apressado,
Que saiba o que quer, e aceite meu querer.
Que seja terno e selvagem no lugar
e hora certa,
Que fale o que pensa, mas pense no que fala
Que goste de ler e adube a inteligência.
Eu quero um homem maduro e menino
Que nunca me deixe constrangida,
Que não seja meu credor diário
Que tenha a alma livre por excelência,
E goste da minha essência.
Um homem que seja meu como dele serei;
Sem algemas, sem alianças e sem contratos,
Ambos do mundo,
A despeito de toda incredulidade.