Uma musiquita...

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Ontem (ou hoje nem sei ao certo) ouvi esta música, dos Heróis do Mar, pela manhã, e ficou-me…

“Sentado no cais
A ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito
É por causa de ti
E deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!

Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar...
Se tu aqui estivesses
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!”

Maluqueiras em atraso - Parte II

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JÁ TENHO INTERNET EM LISBOA!!


Finalmente, após muito tempo de inércia e de “sim, sim, amanhã eu trato disso”, peguei em mim e solucionei esse problema (ainda há coisas de solução fácil). Tenho um computador totalmente disponível para encher de “tralha” e internet que apesar de limitada me permite voltar a estar ligada ao mundo.


FIQUEI MUITO FELIZ!


Maluqueiras em atraso - Parte I

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Voltei ao Porto!! E dois fins-de-semana no Porto, no espaço de um mês, só pode ser maluqueira!!

Fui conhecer o Queimódromo J Perceber que, apesar de existirem conceitos comuns, é tudo diferente de uns sítios para os outros. Não o achei muito diferente do recinto da Semana Académica que deixei para trás e que me fascinava, em Faro. As dimensões são outras, a oferta em termos de barraquinhas (de cursos, de associações de estudantes, de tunas..) é imensa, o recinto é enorme, para se espreitar o concerto tem mesmo que se estar perto do palco… Mas acaba por ir dar tudo no mesmo e, como li em qualquer lado, o interesse que esses ambientes despertam aumenta ou diminui em conformidade com quem por lá se encontra. Eu confesso que gostei, consegui ver caras conhecidas e beber “finos” J


No dia seguinte, foi difícil sair do estado vegetativo… Nada que um pequeno-almoço levado à cama não tenha resolvido :p Estava um dia horroso, chuva, chuva e mais chuva, mas ainda assim deu para sair e ir conhecer o Porto, sem poupar o ambiente porque felizmente ainda há dinheiro para se pagar a conta da água e se tomarem os banhos todos que fizerem falta…


Atravessei o rio, junto à Serra do Pilar, e vi “um velho casario”, a partir de Gaia que tem uma coisa boa que o Porto nunca terá: a vista :p Conheci as diferentes pontes, vi bem de perto o Douro, “da Ribeira até à Foz” mas há coisas que nunca vão mudar… “Ver-te assim (…) nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento”. Ainda assim consegui comer uma “francesinha” e sim, eu gosto daquilo com aquele molho todo!


O fim de dia fez-se em excelente companhia, tinha conhecido uma gata, no dia anterior, e apaixonei-me por ela, excepção feita aos pêlos que ela larga e tive que trazer para Lisboa no meu regresso. Aprendi uns acordes na viola, falei imenso, ri ainda mais e adormeci a ver um dos meus filmes de eleição: Aladdin J Muito bom mesmo!


Antes do regresso, ainda deu para nascer outra paixão… Conheci o Parque da Cidade! O verde da relva a perder de vista, o azul do céu, o barulho das ondas mesmo ali ao lado, os patos perdidos no lago… Uma conjugação perfeita de cenários num só local que me proporcionaram um novo alento e me retemperaram a alma: Adorei!


Sem dúvida que, em dias de sol, o Porto tem outro brilho… Um brilho que ficou ainda, em parte, por descobrir!

O Porto...

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Foi desta! Fui ao Porto por opção e vi o Douro!


Depois de um dia de trabalho, três (longas) horas e meia dentro de um comboio e muita impaciência cheguei à Campanhã para poder gritar “Eu estou no Porto!”. Três anos depois de ter dito “um dia volto e vejo o rio” o desejo foi concretizado.

Na sexta-feira, ainda deu para conhecer o Teatro Sá da Bandeira e ter umas visões da Torre dos Clérigos e da casa da Música. Mas melhor do que tudo isso, mesmo sem ter chegado a tempo de ver a ATITUNA “acontecer” no festival da Tuna Feminina do ISEP, deu para estar com os amigos, para ouvir musiquitas, para dançar, para rir, sorrir, estar e ser…

E para, como já não acontecia há muito tempo, detestar a hora de ir embora.


No sábado, nada de dormir que há deveres de madrinha a cumprir. Depois do almoço tardio há Porto…. De Honra! Conheci a Faculdade de Letras (o mínimo essencial) para participar do início do festival III Letras Sentidas – a tarde de convívio. Senti-me brutalmente bem recebida e “é tão bom” ver caras conhecidas assim… Fizeram-me sentir parte da “família” e eu gostei. O festival teve lugar no estúdio 400, na Foz (até pareço uma entendida na matéria), e foi rápido porque quando nos divertimos parece sempre que o tempo passa a correr. Houve musiquitas, mimos, sorrisos e lágrimas… Para mim, não houve festa mas houve algo bem melhor do que isso… O fim de noite fez-se no “Presuntinho” (?), lá para os lados da Ribeira, e foi divinal. Rapazes (isto vai soar mal): “Que nunca vos doam os dedos!”.


Momento impagável – a minha música favorita rematada com um:


“Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver


e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p’ra receber daquilo que aumenta o coração”


Como gaja lamechas que sou, como me preocupo demais e ligo a todos os detalhes, tenho agradecimentos a fazer (só porque sim, gosto de o fazer)…


Às meninas de Letras (Patroa, Mitó, Sofia, Elsa, Cátia, Inês e todas as outras que me envolveram nesta festa como se eu estivesse em casa): Obrigada por tudo, foram impecáveis comigo e eu era só turista!

Ao pessoal da Antituna: Podia viver sem vocês? Podia, mas não era a mesma coisa.


Aos músicos de sábado à noite: Houve momentos simplesmente lindos! Ia jurar que se encontram todos os dias para ensaiar e dar espectáculos magníficos assim e encantar as donzelas… Porque resulta!


Panamá, Carolina e Bruno – companheiros de jornada: Adoro a vossa companhia e a vossa paciência (ou a falta dela)!


Para terminar, visto que não são 4h12 da manhã, ninguém está a falar de acordes dissonantes e por escrito isto sai sempre afinado:


No Porto, estes dias eu FUUUUIIIII… FELIZ!

E nesse mesmo fim-de-semana...

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Em Grândola... O I Vila Morena!

 


 

Só descobri agora, passado um mês, mas ainda assim este tipo de conquistas faz-me feliz!

 

Uma vez por ano (assim espero), vou poder juntar o útil ao agradável!

1540 kms depois...

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Há um pouco mais deste Portugal em mim!

A maluqueira familiar começou em Grândola, às seis da manhã do dia 26, sexta-feira (sim, porque o chefe deixou-me usufruir da sexta-feira) com o carro entupido de tralha e uns desejos reprimidos do tipo "não posso voltar para a cama só mais um bocadinho!?".

Primeira paragem, nas raposas (uma qualquer àrea de serviço na A23) para dar uso, pasmem-se, ao parque infantil Sorriso

Segunda paragem, Penhas da Saúde.

Não sei bem como mas dedicamo-nos a fazer um boneco de neve (era esse o propósito da viagem, o meu sobrinho nunca tinha visto a neve) e ficou lindo, brincámos, rimos, caímos, rimos mais... Estava um dia lindo, sem vento, com sol e foi mesmo muito bom!

Almoçámos por Manteigas e rumámos às Penhas Douradas e, por lá, não havia neve Triste Optámos por seguir viagem. Gouveia - Celorico da Beira - Vila Nova de Foz Côa - Vila Flor - Mirandela.

O segundo dia - Mirandela - Carrazeda de Ansiães - Parambos (a aldeia mais sportinguista de Portugal)-TUA- inversão de marcha - Macedo de Cavaleiros - Bragança - inversão de marcha - Mirandela. Passeios de carro que o mau tempo tramou-nos, mas ainda assim muito melhor do que ficar em casa.

Terceiro e último dia Triste - Mirandela - Vila Nova de Foz Côa - Celorico da Beira - Seia - Sabugueiro - "Sem correntes não pode ir à Torre, desça por ali".

Sem sol, frio horrível, vento cortante, nada de brincar na neve.

Loriga - Vasco Esteves de Cima e de Baixo (resta saber de quem) - Tortosendo - A23 - Grândola.

Para recordar...

As paisagens a perder de vista e de perder o fôlego, no Verão devem ser 50500 vezes mais espectaculares (um dia tiro essa dúvida Piscadela);

As amendoeiras em flor de flor branca ou flor cor-de-rosa ("tal como as tuas filhas uma meio loira e outra morena");

A posta mirandesa (um desejo reprimido há já algum tempo) e o bom vinho;

Os rios - o Zêzere, o Tua, o Sabor e o Douro (desta vez vi todos!);

E todos os momentos partilhados em família, com mimos, stresses, amuos, alegrias e parvidades!

Fez-me bem à alma por todos os motivos e mais algum... Não sei porque não o faço mais vezes, talvez porque a parte que implica sair do carro me incomoda um bocado (gosto mesmo de ficar só a disfrutar do que tenho pela frente)... Talvez seja altura de mudar...

Chuva

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As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade






Eu tenho saudades... muitas!
 
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