Férias…

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Já terminaram…

Nunca pensei que me soubesse a pouco, mas assim foi!

Já terminaram...

Nunca pensei resistir por aqui, uma semana, mas assim foi!

Já terminaram…

Mas quando eu menos esperar, há mais :)



Esta semana de férias foi divinal…

Manhãs de praia com os pés à beira mar e o sol a dourar a pele.

Puro descanso, puro deleite…

Uma vidinha à qual eu me conseguia facilmente habituar… Vidinha boa!

Foram assim estes cinco dias a roçar o paraíso :)

Fazer o que ainda não foi feito

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Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Pedro Abrunhosa

Um mundo...

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Há sempre alturas em que me fecho e procuro isolar-me deste mundo real que quero muito diferente do meu mas a fuga parece cada vez mais difícil de concretizar. Este mundo feito de gente que me critica, que continua cega e procura manipular tudo, que procura viver a vida dos outros… chega a todo o lado.

Infelizmente, não me entendo e nem procuro que os outros o façam mas ambiciono uma vida com aquilo que todos sabem que não tenho: as minhas decisões, pensadas e ponderadas (se é que alguma vez eu vou saber o que isso é).

E vezes sem conta volto a cair no mesmo erro, esse erro em que tropeço e sempre caio, essa minha eterna preocupação: “os outros”. Aqueles que nada podem no meu mundo mas que eu continuo a deixar entrar. Trazem opiniões, vivências, desejos e não conseguem ver aquilo que eu sou, que me define e que me mantém em movimento. Por vezes, tentam. Mas as minhas meias palavras ou os meus monossílabos são vazios, são desprovidos de sentimento e de sentido e nada procuram transmitir.

No meu mundo, tudo se passa no silêncio, as ideias estão contidas no olhar, no sentir e no pensar, propagam-se nessa doce melodia em que ninguém se pronuncia e em que o conforto alcançado é único porque tudo é partilhado.

Nesta minha dança dos sentidos onde a mágoa fica da porta para fora e ninguém sabe o que o amanhã trará, tudo é intenso, tudo é paixão… Tudo é efémero! Mas também, tudo é medo, medo que essa porta se abra e o mundo, esse mundo sem sentido, consiga entrar destruindo os sonhos de alguém que nunca adormeceu, não cresceu nem viveu.

10-01-2005

Porque sim…

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No meio das minhas pesquisas, numa tentativa de encontrar motivos para sorrir só “porque sim”, encontrei estas palavras… E gostei!

“Gosto de ti.

E pronto. Não sou louca por ti, o meu mundo não pára se não puder estar contigo. Gosto de ti com a força de quem não consegue evitar sorrir sempre que sorris também. Mas não vou ameaçar atirar-me de uma ponte se desapareceres da minha vida. Vou ficar triste, sim. Mas sobreviverei.
Agora percebe o meu medo: eu não quero evitar gostar mais de ti. Mas se me deixar mergulhar, vou começar a ficar triste com as pequeninas coisas em que não és perfeito. E eu preciso do meu espaço, distância de segurança. Muros, chamas-lhe. Que sejam. Gosto que tentes derrubá-los e também gosto de me sentir segura.
Gosto de ti, assim, simples e em bruto. Gosto. E pronto. Porque me fazes rir, porque me mimas, porque te posso mimar e gosto de o fazer.
Gosto de ti porque sim. E não me venhas dizer que “porque sim” não é resposta!

Por Tatiana Albino.”

Uma musiquita...

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Ontem (ou hoje nem sei ao certo) ouvi esta música, dos Heróis do Mar, pela manhã, e ficou-me…

“Sentado no cais
A ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito
É por causa de ti
E deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!

Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar...
Se tu aqui estivesses
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!”

Maluqueiras em atraso - Parte II

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JÁ TENHO INTERNET EM LISBOA!!


Finalmente, após muito tempo de inércia e de “sim, sim, amanhã eu trato disso”, peguei em mim e solucionei esse problema (ainda há coisas de solução fácil). Tenho um computador totalmente disponível para encher de “tralha” e internet que apesar de limitada me permite voltar a estar ligada ao mundo.


FIQUEI MUITO FELIZ!


Maluqueiras em atraso - Parte I

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Voltei ao Porto!! E dois fins-de-semana no Porto, no espaço de um mês, só pode ser maluqueira!!

Fui conhecer o Queimódromo J Perceber que, apesar de existirem conceitos comuns, é tudo diferente de uns sítios para os outros. Não o achei muito diferente do recinto da Semana Académica que deixei para trás e que me fascinava, em Faro. As dimensões são outras, a oferta em termos de barraquinhas (de cursos, de associações de estudantes, de tunas..) é imensa, o recinto é enorme, para se espreitar o concerto tem mesmo que se estar perto do palco… Mas acaba por ir dar tudo no mesmo e, como li em qualquer lado, o interesse que esses ambientes despertam aumenta ou diminui em conformidade com quem por lá se encontra. Eu confesso que gostei, consegui ver caras conhecidas e beber “finos” J


No dia seguinte, foi difícil sair do estado vegetativo… Nada que um pequeno-almoço levado à cama não tenha resolvido :p Estava um dia horroso, chuva, chuva e mais chuva, mas ainda assim deu para sair e ir conhecer o Porto, sem poupar o ambiente porque felizmente ainda há dinheiro para se pagar a conta da água e se tomarem os banhos todos que fizerem falta…


Atravessei o rio, junto à Serra do Pilar, e vi “um velho casario”, a partir de Gaia que tem uma coisa boa que o Porto nunca terá: a vista :p Conheci as diferentes pontes, vi bem de perto o Douro, “da Ribeira até à Foz” mas há coisas que nunca vão mudar… “Ver-te assim (…) nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento”. Ainda assim consegui comer uma “francesinha” e sim, eu gosto daquilo com aquele molho todo!


O fim de dia fez-se em excelente companhia, tinha conhecido uma gata, no dia anterior, e apaixonei-me por ela, excepção feita aos pêlos que ela larga e tive que trazer para Lisboa no meu regresso. Aprendi uns acordes na viola, falei imenso, ri ainda mais e adormeci a ver um dos meus filmes de eleição: Aladdin J Muito bom mesmo!


Antes do regresso, ainda deu para nascer outra paixão… Conheci o Parque da Cidade! O verde da relva a perder de vista, o azul do céu, o barulho das ondas mesmo ali ao lado, os patos perdidos no lago… Uma conjugação perfeita de cenários num só local que me proporcionaram um novo alento e me retemperaram a alma: Adorei!


Sem dúvida que, em dias de sol, o Porto tem outro brilho… Um brilho que ficou ainda, em parte, por descobrir!

 
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