Cativar…

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O Google comemorou o 110º aniversário de Antoine de Saint-Exupéry, o autor da obra “O Principezinho”, e eu, invejosa, comemoro também. Porque, a par com o verbo “sonhar”, “cativar” é uma daquelas coisas que me faz muito feliz!

110anivStExupery

“Foi então que apareceu a raposa.
– Olá, bom dia! – disse a raposa.
– Olá, bom dia! – respondeu educadamente o principezinho, que se virou para trás mas não viu ninguém.
– Estou aqui, debaixo da macieira – disse a voz.
– Quem és tu? – perguntou o principezinho – És bem bonita…
– Sou uma raposa – disse a raposa.
– Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. – Estou tão triste…
– Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou…
– Ah! Então, desculpa! – disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
– “Cativar” quer dizer o quê?
– Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura?
– Ando à procura dos homens – disse o principezinho. – “Cativar” quer dizer o quê?
– Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar – disse a raposa. – É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas. Aliás, na minha opinião, é o único interesse deles. Andas à procura de galinhas?
– Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. “Cativar” quer dizer o quê?
– É uma coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer “criar laços”…
– Criar laços?
– Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…
– Parece-me que estou a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor… tenho a impressão que ela me cativou…
(…)
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
– Se fazes favor… Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
–Eu bem gostava – respondeu o principezinho, – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer…
– Só conhecemos o que cativamos – disse a raposa. – Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos.

Se queres um amigo, cativa-me!

– E tenho que fazer o quê? – disse o principezinho.
– Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto…”

Férias…

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Já terminaram…

Nunca pensei que me soubesse a pouco, mas assim foi!

Já terminaram...

Nunca pensei resistir por aqui, uma semana, mas assim foi!

Já terminaram…

Mas quando eu menos esperar, há mais :)



Esta semana de férias foi divinal…

Manhãs de praia com os pés à beira mar e o sol a dourar a pele.

Puro descanso, puro deleite…

Uma vidinha à qual eu me conseguia facilmente habituar… Vidinha boa!

Foram assim estes cinco dias a roçar o paraíso :)

Fazer o que ainda não foi feito

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Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Pedro Abrunhosa

Um mundo...

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Há sempre alturas em que me fecho e procuro isolar-me deste mundo real que quero muito diferente do meu mas a fuga parece cada vez mais difícil de concretizar. Este mundo feito de gente que me critica, que continua cega e procura manipular tudo, que procura viver a vida dos outros… chega a todo o lado.

Infelizmente, não me entendo e nem procuro que os outros o façam mas ambiciono uma vida com aquilo que todos sabem que não tenho: as minhas decisões, pensadas e ponderadas (se é que alguma vez eu vou saber o que isso é).

E vezes sem conta volto a cair no mesmo erro, esse erro em que tropeço e sempre caio, essa minha eterna preocupação: “os outros”. Aqueles que nada podem no meu mundo mas que eu continuo a deixar entrar. Trazem opiniões, vivências, desejos e não conseguem ver aquilo que eu sou, que me define e que me mantém em movimento. Por vezes, tentam. Mas as minhas meias palavras ou os meus monossílabos são vazios, são desprovidos de sentimento e de sentido e nada procuram transmitir.

No meu mundo, tudo se passa no silêncio, as ideias estão contidas no olhar, no sentir e no pensar, propagam-se nessa doce melodia em que ninguém se pronuncia e em que o conforto alcançado é único porque tudo é partilhado.

Nesta minha dança dos sentidos onde a mágoa fica da porta para fora e ninguém sabe o que o amanhã trará, tudo é intenso, tudo é paixão… Tudo é efémero! Mas também, tudo é medo, medo que essa porta se abra e o mundo, esse mundo sem sentido, consiga entrar destruindo os sonhos de alguém que nunca adormeceu, não cresceu nem viveu.

10-01-2005

Porque sim…

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No meio das minhas pesquisas, numa tentativa de encontrar motivos para sorrir só “porque sim”, encontrei estas palavras… E gostei!

“Gosto de ti.

E pronto. Não sou louca por ti, o meu mundo não pára se não puder estar contigo. Gosto de ti com a força de quem não consegue evitar sorrir sempre que sorris também. Mas não vou ameaçar atirar-me de uma ponte se desapareceres da minha vida. Vou ficar triste, sim. Mas sobreviverei.
Agora percebe o meu medo: eu não quero evitar gostar mais de ti. Mas se me deixar mergulhar, vou começar a ficar triste com as pequeninas coisas em que não és perfeito. E eu preciso do meu espaço, distância de segurança. Muros, chamas-lhe. Que sejam. Gosto que tentes derrubá-los e também gosto de me sentir segura.
Gosto de ti, assim, simples e em bruto. Gosto. E pronto. Porque me fazes rir, porque me mimas, porque te posso mimar e gosto de o fazer.
Gosto de ti porque sim. E não me venhas dizer que “porque sim” não é resposta!

Por Tatiana Albino.”

Uma musiquita...

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Ontem (ou hoje nem sei ao certo) ouvi esta música, dos Heróis do Mar, pela manhã, e ficou-me…

“Sentado no cais
A ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito
É por causa de ti
E deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!

Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar...
Se tu aqui estivesses
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!”

Maluqueiras em atraso - Parte II

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JÁ TENHO INTERNET EM LISBOA!!


Finalmente, após muito tempo de inércia e de “sim, sim, amanhã eu trato disso”, peguei em mim e solucionei esse problema (ainda há coisas de solução fácil). Tenho um computador totalmente disponível para encher de “tralha” e internet que apesar de limitada me permite voltar a estar ligada ao mundo.


FIQUEI MUITO FELIZ!


 
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