H. M. Guimarães

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Ando há uns dias a ler (e adorar) uma tese de mestrado, de 1988, “Ensinar Matemática: Concepções e Práticas”, escrita por um licenciado em Engenharia Electrotécnica para obter o grau de Mestre em Educação…

A investigação exposta na tese tem como objectivo perceber o que pensam os professores de Matemática sobre a disciplina e o seu ensino, partindo de algumas questões principais e tendo em conta as práticas desses professores.

Quando comecei a lê-la, a minha ideia era alargar os horizontes, conhecendo as perspectivas de quem já lecciona a disciplina e tentar perceber, através de exemplos, como é que isso se coloca em prática. Mas o resultado acabou por não ser bem esse…

Senti-me envolvida, revi-me nos professores que foram acompanhados no estudo (“uma coisa é saber o que se deve fazer, outra coisa é colocá-lo em prática) e questionei-me como se, também eu, tivesse voto na matéria.

A verdade é que ainda tenho imensas perguntas sem resposta… Não sei como (nem porquê) optei pela Matemática, não consigo encontrar uma descrição exaustiva e abrangente para Matemática (embora já o tenha tentado), não estou certa qual será o papel do professor e (ainda) não consigo diferenciar um bom de um mau aluno. Mas sei o que é, para mim, um bom professor!

De acordo com as experiências que vivi, estabeleci referências e admiro o professor empático, que nos “espicaça” o espírito até mesmo com as suas repreensões, que nos mantém motivados, que tem toda a paciência do mundo para as maiores palermices, que se mostra compreensivo mas ao mesmo tempo com garra… Um professor assim como o que escreveu a tese que ando a ler…

"Ó tempo, volta p’ra trás"

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Há um ano foi assim…
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Por aqui…
London 2010 104 DSCN0503

SHIUUUU I

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Não sei bem como mas fui de encontro a um blog diferente o Shiuuuu..., um blog que partilha segredos sob a forma de imagens sem expor os seus autores (como este que copiei para aqui). Gostei do conceito...
Para mim, não há nada como libertar as emoções!

Revejo-me

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“Hoje levei-te uma pedrinha, pelo teu aniversário…

Cheguei de mansinho como quem entra num espaço que não lhe pertence e distraí-me a admirar a prenda linda, linda, linda que o teu irmão pensou para ti. De repente, apercebi-me que, ao fim de quase dois anos, a tua mãe deixou de lutar contra mim e contra as minhas pedrinhas… Fui aceite!

Não sei se consegues imaginar o efeito que esse embate frontal teve em mim, não estava mesmo nada à espera… Agora, de alguma forma, tens sempre a minha companhia.”

Recomeça - Miguel Torga

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Recomeça...

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Grito - Pólo Norte

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Há alturas na vida
Em que se sente o pior
Como que uma saída
Refúgio na dor

E ao olhar para trás
Pensar no que aconteceu
O que se vê não apraz
Não gritou mas escondeu

E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado

À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a coragem de gritar e gritar

E é nestas alturas
Sou eu mesmo que o digo
Repensamos na falta
Que nos faz um amigo

Alguém que nos mostre a luz
E nos estenda essa mão
Diga que a vida não é cruz
Olhar para trás pedir perdão

E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado

À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a a coragem de gritar e gritar

Mais greves

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Hoje é dia de greve nacional!

Infelizmente, os sentimentos não fazem greve...
TENHO SAUDADES! MUITAS!
 
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