A Guerra de Rosas - Camané
Fingiste que a culpa era toda minha
Disseste que eu tinha a vida estragada
E eu gritei-te da escada que fosses morrer sozinha
Voltaste e nem desculpa pediste
Perguntaste porque é que eu tinha chorado
Não respondi, mas quando vi que sorriste
Eu disse que estava triste porque tu tinhas voltado
E em nada ficou meu disco preferido
De raiva rasguei o teu diário, virei teu saco ao contrário, dei-te cabo do vestido
Queimaste o meu jantar favorito
Deixaste o meu champanhe azedar
E quando cozinhei o piriquito para abafar o teu grito, eu começei a cantar...
Teimavas em me acender um cigarro
E quando tu me ofereceste um isqueiro
Atirei-te com o cinzeiro, escondi as chaves do carro
Não queria que visses televisão em dia de jogos de Portugal
Torcias contra a nossa seleção, se eu via um filme de acção tu mudavas de canal
Só ias se eu não entrasse contigo
Sai-a p’ra não ter de te aturar, tu ficavas a dançar com o meu melhor amigo
Gozavas porque eu não queria beber
Ralhavas ao veres-me de grão na asa
Eu ia a festa sem te dizer, nunca cheguei a saber, se tu ficavas em casa
Soubeste que lhe dera o teu roupão
Eu dei o teu anel à vizinha pela estima que lhe tinha
Ofereceste-lhe o meu cão
Foste-me lendo o teu romance de amor
Sabendo que eu não gostava da história
No dia de o mandares para o editor, fui ao teu computador
Apaguei-o da memória.
Juravas que eu havia de pagá-las
Põe-te na rua dizias-me a toda a hora e quando eu me fui embora
Tu ficaste-me com as malas
Depois desses anos infernais
Os dois eramos caso arrumado
Achando que também era de mais
Juramos p’ra nunca mais, foi cada um pra seu lado.
Eu juro que falta a parte melhor
O beijo acaba com o teu protesto, amanhã conto-te o resto
Boa noite meu amor!
Agora: nós!
Que perdi a veia anti-social, Que há algo de diferente em mim...
Elas dizem que pareço uma miúda
Com atitudes e comportamentos de 23 (ou menos!), Que estou melhor assim...
Elas dizem que o meu corte foi exagerado
Que não pareço tão alucinada, Que me fica bem assim...
Elas dizem que estou sem emprego! Eu digo que mudei de vida :)
Eu e a inércia
Já lá vai o tempo em que eu até simpatizava, de alguma forma, com a Física, achava os conteúdos interessantes e lógicos e encontrava-lhes sempre um aplicação mais ou menos directa. O problema foi que, na minha primeira aventura pelo ensino superior, percebi que teria uma cadeira de Física pela frente e a simpatia transformou-se em ódio de estimação (já para não falar de alguns físicos ou engenheiros físicos que me passaram pela frente).
Hoje, volto a recordar os conceitos de Física que até me fascinavam e concentro-me naquele que foi sempre o meu favorito: a inércia! Alguém dizia (Newton, se não estou em erro) que, por inércia, um corpo em repouso tem tendência para permanecer em repouso e que um corpo em movimento tem tendência para se manter em movimento. Ora, desta teoria resulta também que é necessária uma maior força para retirar um corpo do repouso do que para mantê-lo em movimento.
A verdade é que estas ideias todas servem-me de consolo! Para mim, é isto que vem explicar o facto de alguém permancer imenso tempo em frente a uma folha em branco… É difícil começar, exige muita força (de vontade), mas quando se começa a coisa até flui direitinho e, com mais ou menos correcções e reformulações, o trabalho vai avançando.
Eu ultimamente ando atacada pela inércia (poderia chamar-lhe preguiça mas não teria nem metade do impacto) e vou ter mesmo que contrariar isso. Portanto, “Força, volta que estás perdoada!”.
Aniversário
- Excelente companhia
- Beijos
- Abraços
- Uma serenata
- Musiquitas
- Uma despedida
- Uma garrafa de vinho do Porto
- Uma massagem
- Uma mensagem
- Um trabalho para entregar
- A casa invadida
- Uma pedra para cozinhar
- Arroz de marisco
- Bolo de caramelo e nozes
- Pseudo cheesecake de morango
- Um telefonema
- Um Merrel azul claro
- Outro Merrel azul claro
- Uma ida à baixa
- Uma ida ao IKEA
- Uma Galinha Gorda
- Uma noite de Estudantino
- Um mail
- Uma fotografia com o cabelo demasiado curto
- Um polvo
- Um muffin de baunilha e chocolate
- Outro muffin mas de morango e chocolate branco
- O Atlas do Viajante – Europa
- Velinhas!
No meu aniversário, tive direito a tudo isto e muito mais… Parece que já foi há imenso tempo, que já se passaram imensas coisas entretanto, mas continua a ser importante para mim. Não estou presa a esse passado recente, só que, neste momento, necessito agarrar-me às coisas boas para avançar. E algumas destas coisas foram mesmo muito boas!
Obrigado a todos que me proporcionaram, de alguma forma, um sorriso!
