Em forma

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Teorias

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Sei perfeitamente que com o fim eminente das Novas Oportunidades precisava de um plano B e, obtendo a profissionalização, esse plano se tornava mais imediato e exequível, mas ainda estou para perceber o que me passou pela massa cinzenta para me meter a tirar um mestrado em ensino (para além da ideia, que ninguém me tira, que o maior sonho da minha mãe é ter uma filha “Senhora Professora”).
A verdade é que, por ali, aprende-se muito pouco, especialmente daquilo que se irá efectivamente fazer (o que eles gostam mesmo é de teorias que em nada se conjugam com a prática), mas gastam-se muitas energias com trabalhinhos e mais trabalhinhos, apresentações e mais apresentações e avaliações contínuas que de contínuas não têm nada (não me venham vender que avaliar continuamente é fazer uma teste todas as semanas que eu não compro).
Em contrapartida, aprende-se o valor da componente social destas situações (logo eu que passo o tempo a dizer que não preencho os requisitos sociais porque tenho mau feitio). Inicialmente, houve o factor “trabalhos de grupo” difícil de ultrapassar e digerir quando se trabalha com (ou por) pessoas que não conhecemos e com as quais não temos a menor afinidade. Agora há o factor “colegas de turma” quando começamos a descobrir que, fora da nossa área, há mais quem veja o mestrado com os mesmos olhos que nós. Já para não falar que a existência de uma nota final é uma questão social (“aprendi” isto ontem), a sociedade é que se preocupa se temos um bom resultado ou não porque disso vai depender o caminho que conseguiremos percorrer posteriormente.
Para mim, sempre existiram coisa com as quais não me consegui preocupar neste mestrado, as notas (porque me agarrei sempre à desculpa do “estou a trabalhar e a estudar, não faço milagres”) e o tamanho dos trabalhos que realizo (a maltinha de Matemática tem uma fixação em esgotar as 1500 palavras que nos são impostas como limite com a qual eu não me identifico). Ontem, foi-me apresentado um colega, de História (Blhêca!), que pensa como eu: enquanto eu pergunto se o valor do trabalho se mede “ao metro” ele pergunta se aquilo funciona “ao quilo” J

Não confirmo nem desminto :)

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Tulipa

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Este fim-de-semana, "viram-me" na Holanda, mais precisamente no Keukenhof (gosto mesmo do nome do sítio), e para comprovar essa teoria, mandaram-me a prova. GOSTEI!


Foto by Bruno e Carolina.
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AI, AI, AI...

(Reportagem XVII Bocage)

A Guerra de Rosas - Camané

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Partiste sem dizer adeus nem nada
Fingiste que a culpa era toda minha
Disseste que eu tinha a vida estragada
E eu gritei-te da escada que fosses morrer sozinha
Voltaste e nem desculpa pediste
Perguntaste porque é que eu tinha chorado
Não respondi, mas quando vi que sorriste
Eu disse que estava triste porque tu tinhas voltado


Zangada esvaziaste o meu armário
E em nada ficou meu disco preferido
De raiva rasguei o teu diário, virei teu saco ao contrário, dei-te cabo do vestido
Queimaste o meu jantar favorito
Deixaste o meu champanhe azedar
E quando cozinhei o piriquito para abafar o teu grito, eu começei a cantar...


Fumavas e eu nem suportava o cheiro
Teimavas em me acender um cigarro
E quando tu me ofereceste um isqueiro
Atirei-te com o cinzeiro, escondi as chaves do carro
Não queria que visses televisão em dia de jogos de Portugal
Torcias contra a nossa seleção, se eu via um filme de acção tu mudavas de canal


Tu querias que eu fosse contigo ao bar
Só ias se eu não entrasse contigo
Sai-a p’ra não ter de te aturar, tu ficavas a dançar com o meu melhor amigo
Gozavas porque eu não queria beber
Ralhavas ao veres-me de grão na asa
Eu ia a festa sem te dizer, nunca cheguei a saber, se tu ficavas em casa


Tu deste ao porteiro roupa minha
Soubeste que lhe dera o teu roupão
Eu dei o teu anel à vizinha pela estima que lhe tinha
Ofereceste-lhe o meu cão
Foste-me lendo o teu romance de amor
Sabendo que eu não gostava da história
No dia de o mandares para o editor, fui ao teu computador
Apaguei-o da memória.


Se cozinhavas eu jantava sempre fora
Juravas que eu havia de pagá-las
Põe-te na rua dizias-me a toda a hora e quando eu me fui embora
Tu ficaste-me com as malas
Depois desses anos infernais
Os dois eramos caso arrumado
Achando que também era de mais
Juramos p’ra nunca mais, foi cada um pra seu lado.


No escuro tu insistes que eu não presto
Eu juro que falta a parte melhor
O beijo acaba com o teu protesto, amanhã conto-te o resto
Boa noite meu amor!


Agora: nós!

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Elas dizem que sou outra,
Que perdi a veia anti-social, Que há algo de diferente em mim...
Elas dizem que pareço uma miúda
Com atitudes e comportamentos de 23 (ou menos!), Que estou melhor assim...
Elas dizem que o meu corte foi exagerado
Que não pareço tão alucinada, Que me fica bem assim...

Elas dizem que estou sem emprego! Eu digo que mudei de vida :)