Linhas cruzadas - Virgem Suta
Nem quero acreditar
Que vem na minha direção
Há dias que estou a reparar
Nem queres disfarçar
Roubas a minha atenção
Aprecio o teu dom de tornar
Num clique o meu falar
Numa total confusão
Confesso que só de imaginar
Que te vou encontrar
Me sobe à boca o coração
(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar
É certo que sempre ouvi dizer
Que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar Que querer é poder
E o nunca é uma invenção
Bem sei que este nosso cruzar
Pode até nem passar
De um capricho sem valor
Mas porque raio hei-de evitar
Se esse teu ar
Me trouxe ao sangue calor
(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar
Voluntariado
48 horas sem internet – Parte 3
48 horas sem internet – Parte 2
48 horas sem internet – Parte 1
Necessidades de afirmação (ou o mundo dos informáticos)
Neste fim-de-semana, fui matar saudades dos ares do Norte e testemunhar um daqueles momentos bonitos e altamente incompreensíveis a que se dá o nome de casamento.
O Cláudio e a Lena, maltinha fixe das tunas (leia-se “o meu pseudo afilhado da EAISEL e a sua namorada da Viriatuna”), decidiram dar o nó e, como não havia nada mais perto (até há aquela tradição que o casamento deve ser na terra de origem da noiva), escolheram o Mosteiro da Serra do Pilar para esse imponente evento e uma Quinta lá para os lados de Gondomar.
Como o país atravessa um momento de crise, há que gerir bem os recursos e minimizar as despesas, por isso, juntei-me a três informáticos (dois deles que nem conhecia) e rumamos ao Norte para participar nas actividades comemorativas do casamento.
Verdade seja dita, eu nunca mais serei a mesma! Dois dias no meio de informáticos transforma qualquer um…
Há o informático que não sabe mexer no GPS;
Há o que sofre crises existenciais em silêncio e o que as partilha;
Há ainda o informático que consegue ficar preso na casa-de-banho de porta aberta;
Há o que se preocupa em transmitir conhecimentos importantes (como a diferença entre uma ponte e um viaduto);
Há o informático metaleiro (que parece bem mais normal do que todos os outros);
Há o que deixa a namorada à espera para ir para os copos e o que não vai para os copos por causa da namorada;
Há o que tem “problemas para resolver” (será que é uma crise existencial?)…
Moral da história: há de tudo na vidinha de um informático (especialmente conversas estranhas sobre horas passadas em frente a um computador, a trabalhar com diferentes linguagem mais ou menos úteis ou a pagar para jogar uma versão qualquer do World of Warcraft com a qualidade pior ou melhor que a última versão do Star Wars), por vezes não há é paciência para isso

