Linhas cruzadas - Virgem Suta

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Reajo a esse incomodo olhar
Nem quero acreditar
Que vem na minha direção
Há dias que estou a reparar
Nem queres disfarçar
Roubas a minha atenção

Aprecio o teu dom de tornar
Num clique o meu falar
Numa total confusão
Confesso que só de imaginar
Que te vou encontrar
Me sobe à boca o coração


(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar


É certo que sempre ouvi dizer
Que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar
Que querer é poder
E o nunca é uma invenção


Bem sei que este nosso cruzar
Pode até nem passar
De um capricho sem valor
Mas porque raio hei-de evitar
Se esse teu ar
Me trouxe ao sangue calor


(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar


Voluntariado

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Há coisas muito simples que nos fazem sentir efectivamente bem, úteis, normais, integrados...
Este ano, desta vez e pela primeira vez, eu participei na campanha do Banco Alimentar contra a fome (na parte do armazém) e gostei mesmo muito da experiência! Aquela teoria que eu levava comigo do "fazer voluntariado é uma coisa enriquecedora que potencia diferentes aprendizagens" é real (ainda que as aprendizagens possam não ser bem aquilo que esperávamos) e, neste caso específico, desempenhar a nossa função não é tão fácil como fazem parecer.
Ao contrário do que eu pensava, há imensa gente disposta a colaborar (diria mesmo que até há gente a mais para o espaço que eles têm disponível) na separação e arrumação dos alimentos e, de acordo com quem por lá andava, é um trabalho bem mais gratificante do que (tentar) entregar saquinhos no supermercado. Até porque as tarefas a desempenhar são diversificadas: pegar nos sacos e distribuir o seu conteúdo pelas secções certas, retirar de uma passadeira os alimentos que correspondem à nossa secção, encaixotar tudo e empilhar (de forma certa) as caixas...
Não tenho noção da quantidade de quilos de arroz que me passaram pelas mãos, nem das latas de atum, ou dos pacotes de leite, mas tenho noção que valeu a pena. Por isso mesmo, deixo aqui umas palavras especiais à "nossa mãe", que está sempre a par destas iniciativas e espalha a mensagem, que alinha nestas aventuras e que (ainda que por momentos nos preocupe) é uma excelente companhia: Quando repetimos? J
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Por agora!

48 horas sem internet – Parte 3

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Uma gestão de Geografia

Vila Nova de Gaia, Espinho, Porto (desde a Foz aos Aliados), Valongo, Baguim do Monte, Gondomar… Ponderando bem a questão, não são sítios próximos de Matosinhos!

Sem Título
Não fui Triste

48 horas sem internet – Parte 2

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O casamento do ano

No “The Daily Wedding”, jornal que saiu em edição especial para o casamento, há uma rubrica dedicada ao signo dos noivos e, uma vez que a noiva é do mesmo signo que eu, fiquei a saber que os taurinos são muito casamenteiros. Ora, eu nunca fui muito fã de casamentos, acho que é o tipo de sítios em que a pessoa só se sente bem se estiver acompanhada, em que o tempo é mal aproveitado/gerido e que os próprios noivos acabam por não desfrutar o momento ao tentar dar atenção a toda a gente (já sei que faz parte mas é chato na mesma). Portanto, fiquei diante de um paradoxo1 e resolvi repensar a questão…

O Mosteiro da Serra do Pilar tem uma igreja e, talvez por se falar tanto na Serra do Pilar (graças ao Rui Veloso), é o tipo de construção que sempre me passou a ideia (errada) de grandiosidade. Achava que seria um espaço gigantesco, à imagem das (poucas) igrejas que eu conheço e, só a sua curiosa distribuição circular, com o altar em que se iria realizar a cerimónia ao centro, fascinou-me. A cerimónia foi toda muito leve (ou não fosse o padre um tuno também), com imensas intervenções do coro (gosto de musiquitas!) e muita simbologia bonita relativamente à união que é o casamento.

Para mim, o ponto alto foi a surpresa feita à madrinha da noiva e ao seu marido, que por terem celebrado os 25 anos de casados tiveram a possibilidade de, entre lágrimas, concretizar o desejo de renovar os seus votos. Foi um momento bonito, mágico, tal como todo o casamento, em que reinou o sentimento de “ainda é possível fazer as coisas resultarem”.

O copo de água teve uma particularidade que me agradou bastante (que dará um post por si só mas não consigo guardar segredo). As mesas tinham nomes de músicas! Ok, ok, já sei que é algo normal nos casamentos… Mas calhar na mesa das “Capas Negras” da Ma’ESTIG’ama Tuna é algo digno de registo Sorriso

Fazendo um apanhado geral do casamento deste fim-de-semana, eu gostei… Muito! Percebi que há mais quem sinta estes dias tal como eu e, nestes casos, conhece-se quem está por perto, “no mesmo barco”, e tudo se torna mais fácil (mesmo que a hora da paparoca nunca mais chegue e o primeiro stock do bar já tenha sido aniquilado).

1 Neste fim-de-semana, também tive a oportunidade de aprender/relembrar o paradoxo do pinóquio.

48 horas sem internet – Parte 1

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Necessidades de afirmação (ou o mundo dos informáticos)

Neste fim-de-semana, fui matar saudades dos ares do Norte e testemunhar um daqueles momentos bonitos e altamente incompreensíveis a que se dá o nome de casamento.

O Cláudio e a Lena, maltinha fixe das tunas (leia-se “o meu pseudo afilhado da EAISEL e a sua namorada da Viriatuna”), decidiram dar o nó e, como não havia nada mais perto (até há aquela tradição que o casamento deve ser na terra de origem da noiva), escolheram o Mosteiro da Serra do Pilar para esse imponente evento e uma Quinta lá para os lados de Gondomar.

Como o país atravessa um momento de crise, há que gerir bem os recursos e minimizar as despesas, por isso, juntei-me a três informáticos (dois deles que nem conhecia) e rumamos ao Norte para participar nas actividades comemorativas do casamento.

Verdade seja dita, eu nunca mais serei a mesma! Dois dias no meio de informáticos transforma qualquer um…

Há o informático que não sabe mexer no GPS;

Há o que sofre crises existenciais em silêncio e o que as partilha;

Há ainda o informático que consegue ficar preso na casa-de-banho de porta aberta;

Há o que se preocupa em transmitir conhecimentos importantes (como a diferença entre uma ponte e um viaduto);

Há o informático metaleiro (que parece bem mais normal do que todos os outros);

Há o que deixa a namorada à espera para ir para os copos e o que não vai para os copos por causa da namorada;

Há o que tem “problemas para resolver” (será que é uma crise existencial?)…

Moral da história: há de tudo na vidinha de um informático (especialmente conversas estranhas sobre horas passadas em frente a um computador, a trabalhar com diferentes linguagem mais ou menos úteis ou a pagar para jogar uma versão qualquer do World of Warcraft com a qualidade pior ou melhor que a última versão do Star Wars), por vezes não há é paciência para isso Língua de fora

Eu e o "brilhozinho"

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Egocentrismo é:

escrever um mini-post quando alguém que admiro muito me diz que pareço uma estrelinha a brilhar, sempre que faço apresentações para os meus colegas de mestrado.
 
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