Dá-me um abraço – Miguel Gameiro
E me conforte a cada canto
Não digas nada que nada é tanto
E eu não me importo
Dá-me um abraço, fica por perto
Neste aperto, tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço
Já perdi, sem rumo certo,
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
Dá-me um abraço, que me desperte
E me aperte, sem me apertar
Que eu já estou perto
Abre os teus braços
Quando eu chegar
É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
Já perdi, sem rumo certo,
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
Consoladinha
No outro dia, o meu ouvido selectivo apanhou no meio de qualquer conversa “parece que as tunas vão lá estar”… Parou tudo! O que é que vai acontecer? Onde é que vai ser mesmo? Lolol. E assim começou mais uma aventura…
Em véspera de feriado, fui para a Festa de Farmácia convencida que ia ouvir as tunas da casa e à uma da manhã (na pior das hipóteses) já estava de volta a casa, dispensava a parte dos DJ’s e fugia discretamente. Big mistake! Vou ser sempre uma ingénua nestas coisas…
Houve Barítuna; houve TASCA especialmente apurada em modo de bailarico; houve A Feminina; houve TAFUL… Houve boa companhia, cerveja até dizer chega e “brilhozinho nos olhos”. Houve também uma visita inesperada no dia seguinte porque eu já nem me lembrava o que era estar a ressacar
Para ajudar à recuperação, tive direito a um daqueles convites de última hora para dar um saltinho ao Arraial do Técnico, “nem que seja só para ver a tuna…” Golpe baixo!!
Mas eu gosto muito! Gosto especialmente quando me oferecem pulseirinhas que me permitem ver a TUIST, onde eu já não conheço ninguém (um arraial colado com um fim-de-semana prolongado também não deve ajudar nesse sentido), a levar a cabo um plano altamente elaborado em conjunto com a TFIST para um deles pedir uma delas em casamento.
Eu não queria mas gosto de tunas. Ou melhor, eu gosto mesmo muito de tunas!
Hoje foi dia…
… de Benfica-Barcelona.
… sem acesso ao ginásio.
… dedicado à culinária – bacalhau com natas minadinho de cebola (tinha tantas saudades).
… de ficar por casa
Greve do metro
Já escrevi uma vez sobre as greves em Lisboa e a aflição que estas me causam, na mesma altura, escrevi sobre a dificuldade que tenho em perceber a forma como as pessoas lidam com elas… Mas a verdade é que há imenso tempo que não sentia “na pele” os efeitos de uma greve, para escrever sobre isso, e já não me lembrava como pode ser algo tão saudável
Agora que sou uma mocinha chique, com trabalhinho no centro de Lisboa (ali para os lados do Marquês de Pombal), o metro faz parte do meu dia-a-dia por todas as razões e mais algumas. Portanto, se há greve de metro nas primeiras horas da manhã não há como executar a rotina de ida para o trabalho e torna-se necessário encontrar um plano B.
Plano B nº 1 – Levar o carro. “Estás mas é louca! Pagas mais por um dia de estacionamento naquela zona do que aquilo que recebes, já para não falar do caos porque toda a gente se vai lembrar de tirar o carro de casa.”
Plano B nº 2 – Ir de autocarro. “Porreiro! Mas… Em plena Amadora, onde é que eu tenho autocarros para o Marquês?”
Plano B nº 2 e 1/2 – “Jeitosa, qual é mesmo o autocarro que apanhas para vir para o trabalho?” [Ainda existem pessoas boas, que se preocupam, que têm uma palavra amiga nas horas manhosas, que nos conquistam nos pequenos (grandes) gestos…]
Nunca me pareceu tão simples contornar uma greve! Deixar o carro num estacionamento grátis, junto a uma paragem de autocarro em que o meu passe funciona, ver sítios diferentes para começar o dia, fazer um percurso diferente para o trabalho (sem ser debaixo do chão), sentir vontade de respirar o ar fresco da manhã, chegar ao trabalho em 15 minutos (incrível!) e, ao anoitecer, fazer o percurso inverso sem qualquer tipo de preocupação, podendo meter a conversa em dia. Confesso que gostei muito!
O post do “Coisinho”
Há já algum tempo que ando a adiar este post e hoje, por todos os motivos e mais alguns, pareceu-me o dia adequado…
Quem me conhece já ouviu certamente falar no “Coisinho”, porque eu já falo nele há imenso tempo (desde que fui, na minha condição de estagiária, assistir a umas palestras e ele estava lá a contar a sua experiência), mas para quem não sabe trata-se de um colega lá do trabalho que deixou o Norte para vir vingar em Lisboa e é tratado pelas colegas pelo diminutivo: “O “Coisinho” está cá sozinho, não conhece ninguém, precisa de companhia…Blá, blá, blá…”. Não sei bem porquê, inicialmente, nunca atinava com o nome dele e, por isso, ficou o “Coisinho”.
O “Coisinho”, do pouco que eu conheço (estamos em zonas opostas do nosso belo Open Space e socializamos mais é mesmo durante a hora de almoço), não parece ser mau mocinho (não parece, não senhora!) até ao momento em que abre a boca… [Não comecem já para aí a pensar coisas ruins que o rapaz não passa o tempo a dizer baboseiras!] Mas cada palavrinha que ele diz vem carregada de um sotaque nortenho cerrado que me irrita profundamente, ele usa a expressão “à minha beira” e pergunta “cumu?”… Arghh!
Ignorando esse “pequeno” detalhe, hoje a conversa da hora de almoço era sobre “habitação”: comprar casa, alugar, em que zonas de Lisboa, mobilada ou sem ser, móveis IKEA, montar ou pedir para montarem… E o “Coisinho” lá estava a gabar a sua senhoria e a sorte que tinha em conhecer alguém por cá (derrubou a teoria das coleguinhas!) e depois de um momento “pergunta-resposta” surreal, descubro que ele é inquilino da Andorinha (que nem sabe que eu existo mas que tem um blog do qual é impossível descolar!) e vive com o irmão dela, um Azeituno, que é conhecido no mundo das tunas por “Coiso”. E o irmão do “Coisinho” também é Azeituno
Mundo pequeno este! (E eu que andava cheia de vontade de ir ao Celta este ano...)