Códigos postais

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Apetecia-me escrever um post sobre códigos postais, por isso, dei-me ao trabalho de fazer uma listinha, assim em modo descendente a olhar para o mapa de Portugal, que se torna mais fácil, com os locais a incluir.

Durante a execução, esta ideia não me pareceu muito brilhante porque há zonas difíceis de enumerar, então, dei por mim a embelezar, com pintinhas e manchinhas, o mapa de Portugal (não imagino melhor forma de ocupar o tempo Língua de fora) .

Entretanto, apercebi-me que o código postal é uma questão demasiado complicada para mim… O mapa de Portugal já não me chega, as “pintinhas” estão cada vez mais espalhadas, a verba para as unir cada vez mais curta… E pensei: ”afinal já não me apetece!”. Blhêca!

Dá-me um abraço – Miguel Gameiro

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Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que nada é tanto
E eu não me importo 


Dá-me um abraço, fica por perto
Neste aperto, tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço 


Já perdi, sem rumo certo,
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço 


Dá-me um abraço, que me desperte
E me aperte, sem me apertar

Que eu já estou perto
Abre os teus braços
Quando eu chegar 


É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega 


Já perdi, sem rumo certo,
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço

Consoladinha

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No outro dia, o meu ouvido selectivo apanhou no meio de qualquer conversa “parece que as tunas vão lá estar”… Parou tudo! O que é que vai acontecer? Onde é que vai ser mesmo? Lolol. E assim começou mais uma aventura…

Em véspera de feriado, fui para a Festa de Farmácia convencida que ia ouvir as tunas da casa e à uma da manhã (na pior das hipóteses) já estava de volta a casa, dispensava a parte dos DJ’s e fugia discretamente. Big mistake! Vou ser sempre uma ingénua nestas coisas…

Houve Barítuna; houve TASCA especialmente apurada em modo de bailarico; houve A Feminina; houve TAFUL… Houve boa companhia, cerveja até dizer chega e “brilhozinho nos olhos”. Houve também uma visita inesperada no dia seguinte porque eu já nem me lembrava o que era estar a ressacar Língua de fora 

Para ajudar à recuperação, tive direito a um daqueles convites de última hora para dar um saltinho ao Arraial do Técnico, “nem que seja só para ver a tuna…” Golpe baixo!!

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Mas eu gosto muito! Gosto especialmente quando me oferecem pulseirinhas que me permitem ver a TUIST, onde eu já não conheço ninguém (um arraial colado com um fim-de-semana prolongado também não deve ajudar nesse sentido), a levar a cabo um plano altamente elaborado em conjunto com a TFIST para um deles pedir uma delas em casamento.

Eu não queria mas gosto de tunas. Ou melhor, eu gosto mesmo muito de tunas!

Hoje foi dia…

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… de Benfica-Barcelona.

… sem acesso ao ginásio.

… dedicado à culinária – bacalhau com natas minadinho de cebola (tinha tantas saudades).

… de ficar por casa Língua de fora

Greve do metro

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Já escrevi uma vez sobre as greves em Lisboa e a aflição que estas me causam, na mesma altura, escrevi sobre a dificuldade que tenho em perceber a forma como as pessoas lidam com elas… Mas a verdade é que há imenso  tempo que não sentia “na pele” os efeitos de uma greve, para escrever sobre isso, e já não me lembrava como pode ser algo tão saudável Língua de fora

Agora que sou uma mocinha chique, com trabalhinho no centro de Lisboa (ali para os lados do Marquês de Pombal), o metro faz parte do meu dia-a-dia por todas as razões e mais algumas. Portanto, se há greve de metro nas primeiras horas da manhã não há como executar a rotina de ida para o trabalho e torna-se necessário encontrar um plano B.

Plano B nº 1 – Levar o carro. “Estás mas é louca! Pagas mais por um dia de estacionamento naquela zona do que aquilo que recebes, já para não falar do caos porque toda a gente se vai lembrar de tirar o carro de casa.”

Plano B nº 2 – Ir de autocarro. “Porreiro! Mas… Em plena Amadora, onde é que eu tenho autocarros para o Marquês?”

Plano B nº 2 e 1/2 – “Jeitosa, qual é mesmo o autocarro que apanhas para vir para o trabalho?” Sorriso [Ainda existem pessoas boas, que se preocupam, que têm uma palavra amiga nas horas manhosas, que nos conquistam nos pequenos (grandes) gestos…]

Nunca me pareceu tão simples contornar uma greve! Deixar o carro num estacionamento grátis, junto a uma paragem de autocarro em que o meu passe funciona, ver sítios diferentes para começar o dia, fazer um percurso diferente para o trabalho (sem ser debaixo do chão), sentir vontade de respirar o ar fresco da manhã, chegar ao trabalho em 15 minutos (incrível!) e, ao anoitecer, fazer o percurso inverso sem qualquer tipo de preocupação, podendo meter a conversa em dia. Confesso que gostei muito!

Na próxima semana…

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mega

…parece que vai chover e não vinha mesmo nada a calhar!

O postal

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postal

Portimão, Set.2012

 
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