Hoje recorri aos sons do mundo… Porque não quis chá de camomila, porque hoje ninguém vai ligar a pedir ajuda com as adivinhas dos trabalhos de casa (já não são horas para isso) e porque me apetecia encontrar este botão:
Aconteceu
Invenções culinárias
A melhor coisinha dos fins-de-semana é mesmo o tempo livre para dedicar à arte da culinária, para procurar os ingredientes que fazem falta, para perder tempo a pensar neles, para me rir no meio dessas investidas…
Lá por casa dos papás, há um canal dedicado à culinária, o 24 Kitchen, e num dos programas que tive oportunidade de assistir, o cozinheiro Sebastião Castilho foi passear para os lados de Olhão e apresentou uma receita engraçada que me convenceu – ceviche de atum com abacate. Portanto, fiz logo o registo mental para que essa fosse a próxima aventura.
Este fim-de-semana, resolvi colocar a ideia em prática e, como não podia deixar de ser, tudo deu direito a divagações profundas e hilariantes. Para começar, precisava de atum… Fresco… Então dei por mim, a aperceber-me que não faço a menor ideia como se escolhe peixe (tenho a vaga ideia que, por iniciativa própria, nunca comprei peixe fresco)! Comecei a tentar conformar-me “é normal, nunca como muito peixe, ainda mais fresco, sem stress!”. Entretanto, começa a saga do abacate... Este eu tenho a certeza que nunca levei para casa! Acabei por comprar um meio verde. Como só me lembrei de procurar a receita depois de a ter colocado em prática, o efeito visual ficou invertido mas tirando isso estava perfeito
Nesse mesmo canal, há outro cozinheiro, o Virato Pã, que coloca qualquer coisa em cima de umas fatias de pão e diz que é uma entrada. Resolvi seguir-lhe o exemplo (até porque já o faço normalmente). Uma vez que havia atum fresquinho em casa pensei no bife de cebolada que costuma fazer as minhas delícias e já que não me apetecia uma refeição a sério apostei numa “entrada”. Juntei o que havia por ali perdido no frigorífico, incluindo os cogumelos que teimo em dizer que não combinam com o atum, para fazer algo semelhante a um estrugido e fiquei convencida com o resultado.
Infelizmente, esta coisa de adorar ver outras pessoas na cozinha e estas aventuras não fazem de mim uma cozinheira XPTO. Se estava bom? Estava! Se eu ofereceria a alguém? Nem pensar! Mais uns 50500 workshops de culinária e uma boa dose de auto-confiança e isto fica operacional
Quando a cabeça não tem juízo – António Variações
Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deix'ó pagar, deix'ó pagar
Se tu estas a gostar...
Quando a cabeça não se liberta
Das frustrações, inibições
Toda essa força, que te aperta
O corpo é que sofre
As privações, mutilações
Quando a cabeça está convencida
De que ela é
A oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpo é que sofre
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te dá prazer...
Quando a cabeça está nessa confusão
Estás sem saber que hás-de fazer
E ingeres tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir
Quando a cabeça rola pró abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer...
Quando a cabeça não tem juízo
E te consomes, mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa pagar, deixa pagar
Se tu estás a gostar...
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te dá prazer...
Códigos postais
Apetecia-me escrever um post sobre códigos postais, por isso, dei-me ao trabalho de fazer uma listinha, assim em modo descendente a olhar para o mapa de Portugal, que se torna mais fácil, com os locais a incluir.
Durante a execução, esta ideia não me pareceu muito brilhante porque há zonas difíceis de enumerar, então, dei por mim a embelezar, com pintinhas e manchinhas, o mapa de Portugal (não imagino melhor forma de ocupar o tempo ) .
Entretanto, apercebi-me que o código postal é uma questão demasiado complicada para mim… O mapa de Portugal já não me chega, as “pintinhas” estão cada vez mais espalhadas, a verba para as unir cada vez mais curta… E pensei: ”afinal já não me apetece!”. Blhêca!
