Foi Natal

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Como dizia, sabiamente, Luís Vaz de Camões:

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.”

A tradição já não é o que era… Felizmente! Por isso, este Natal (o primeiro em 29 aninhos) teve gosto a filme americano, já que o meu maior desejo era ter um Natal em família, daqueles com a casa cheia, comida que nunca mais acaba, lareira acesa e carradas de mimo por metro quadrado (sem margem de manobra para alguém acabar por adormecer num qualquer sofá antes mesmo da missa do galo).

Este ano, fiz as pazes com o Natal, logo durante os preparativos para o mesmo, no meio dos 50500 doces que a mãe decidiu fazer e a desinfectar-me com a aguardente do pai (garanto que queimou tudinho pelo caminho). E nem foi preciso “dar a volta” a um homem, bastou pedir com jeitinho, porque às vezes eles desejam o mesmo que/para nós só não têm coragem para sair da zona de conforto.

O Natal ganhou um brilho diferente, ganhou uma dinâmica nova e agora sim, já aceito que me digam que é um dia como os outros, porque esta família que se junta tantas vezes no ano (já que tudo serve de desculpa para um petisco bem regado) já tem uma história de Natal para contar.

Não foi por ser Natal, nem porque o convívio familiar flui melhor em volta de uma mesa mas tive direito àquele que é, neste momento, um dos meus maiores orgulhos do contexto familiar: pão a sério, feito daquela massa que fica ali em espera a crescer e a crescer, amassado por braços cada vez mais cansados mas que não dão descanso, num forno também ele caseiro (a guerra que eu tive para calcular a superfície esférica do dito cujo quando os tijolos já tinham sido comprados na conta certa), onde a lenha perde a forma para aquecer tudo em seu redor… E fazer magia:

pão

Feliz Natal

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Lucky - Jason Mraz, Colbie Caillat and Timothy Fagan

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Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky, oh my, baby I'm trying
Boy, I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I'll wait for you, I promise you, I will

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air
I'll put a flower in your hair
Though the breezes through the trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

Eu tenhos um gosto assim a dar para o duvidoso, portanto, não tenho problemas em assumir que sempre gostei desta música. E ainda me lembro da altura em que o Ricardo metia aquele ar de apanhadinho e me dizia que esta era a música dele e da Rita. Passaram uns aninhos e a "música" deu frutos. PARABÉNS!

Fim-de-semana de compensação

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Ao terceiro falhanço da minha “to go list”, que ocorreu este fim-de-semana, eu devia render-me e desistir de tentar ser uma mulherzinha com a mania da independência… Mas é mais forte do que eu! Rendo-me, cozinho para afogar as mágoas e passo por cima de tudo com a certeza que melhores dias virão.

Para me redimir, faço uma segunda tentativa naquela que considero a melhor entrada de todos os tempos e percebo que, se me limitar a seguir a receita, a coisa corre divinalmente bem.

Entrada

E se é para compensar que seja em grande, portanto, fiz uma tarte tartin, que pelos vistos é o nome que se dá a uma tarte feita ao contrário (já podiam ter dito que a minha vidinha era tartin). A dita cuja foi eleita porque não tem ciência nenhuma, nem dá trabalho nenhum: é só pincelar a tarteira com caramelo, colocar as maçãs fatiadas (com casca e tudo) e cobrir com massa folhada, fazendo uns furos na mesma. Como se deve desenformar ainda quente o mais certo é haver caramelo por todo o lado (não confirmo nem desminto) mas o resultado final é minimamente convincente Língua de fora

TARTE

O outro (volta a atacar)

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Caí novamente na asneira de me enfiar na cama contigo. Não  sei bem porquê mas não deu mesmo para resistir, gosto imenso (não há volta a dar)! Entretanto, apercebi-me que já não tenho a mesma paciência para ti e para as 50500 teorias que me vendes, parece tudo sem assunto e mais do mesmo… Começas a cansar-me e a companhia que fazes já não tem o mesmo brilho. Felizmente, já te orientaste para sair da minha vida… Ficas já a saber que não vou investir em ti, portanto, essa teoria do “considere substituir a bateria, não aguenta carga completa” não vai resultar!

(Continuação desta saga aqui.)

No BES

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O Natal este ano chegou mais cedo, a 13 de Dezembro, que é como quem diz que aquela prenda que eu queria muito muito, que não cabia debaixo da árvore, que não tinha lugar no meio dos presentes, que eu achava que só ia chegar no início do próximo ano, já chegou (quem acha que 13 é dia de azar não percebe nada disto)!

Dei por mim a recordar o Outubro de 2001, quando era uma caloirinha, recém chegada à Universidade do Algarve, encantada com (os ténis de) um veterano de Engenharia Física e Tecnológica que defendeu esta semana a tese e já é doutor (as coisas que eu sei mesmo sem ter Facebook)… Lembro-me de me perguntarem “com essa média, porque é que vieste tirar Matemática?”, ao que eu respondi no mesmo instante “porque daqui a dez anos, quando conseguir acabar o curso, quero trabalhar num banco e dar explicações em part-time”.

Agora penso que não devia ter dado tanto tempo (com os atrasos em vez de 10 anos esperei 11), ou se calhar fui demasiado rápida a acabar o curso e tive que andar a marcar passo nos entretantos, mas a verdade é que a lei da atracção não falha!

Estou mesmo muito feliz! Só me apetece partilhar com toda gente e dar pulos de alegria e comemorar (muito e muito nem que seja esparramada no sofá sem fazer nada), enquanto penso que vou "trabalhar em prol do capitalismo deste país", que vou ter mesmo que me render à roupa e ao calçado de lady, que vou ter que fazer bainhas, quem sabe até “renunciar” aos meus princípio e usar uma mala… HIHIHI! Estou mesmo muito feliz!

Admiração

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Sinto falta da Gracinha da Parede na minha vida!!
Ainda me lembro da espera que fiz aqui há uns anos só para a conhecer, da forma simples e genuína como descobrimos que nos entendemos super bem em momentos de rambóia, da dificuldade que tive em mantê-la na minha vida quando o código postal mais nos aproximou e tantas outras coisas.
A vidinha dá muitas voltas, as coisas menos boas batem à porta quando menos se espera, o código postal não facilita mas o tempo permitirá contrariar essas coisas todas (sei que sim!).
Esta semana, por todos os motivos e mais alguns, não consigo deixar de pensar nela e nas teorias de valor que, um dia, ela me vai ensinar. Porque quando eu for grande vou ser como ela, uma mulheraça que mete a mochila às costas e vai descobrir o mundo sem dar cavaco a ninguém.
 
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