Podia dar-me para pior…

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Este novo ano começa carregado de sorrisos (especialmente sorrisos marotos que apesar de todo o mal que trazem ao mundo continuam a ser os meus favoritos) mesmo que não existam motivos extraordinários para sorrir, nem exista muita vontade de o fazer, mas porque não há, para mim, nada mais poderoso do que um sorriso Sorriso [o abraço poderia ter um poder igualmente grandioso mas implica invadir o espaço pessoal de outra pessoa e a nossa sociedade está cada vez menos receptiva a essas invasões].

Eu atribuo-lhe este poder porque receber um sorriso inesperado é algo que nos desarma, hesitamos e perdemos sempre um instante a tentar perceber porque somos merecedores daquela dádiva, antes mesmo de retribuirmos, mas a verdade é que os seus efeitos são imediatos… Num dia mau, o sorriso pode surgir como uma fuga à rotina, ter o mesmo efeito de um ombro amigo ou ser o motivo de oscilações de humor, da mesma forma que pode ser um convite ou um reforço positivo. Há sorrisos sinceros, há sorrisos bonitos, há sorrisos sacanas, há sorrisos que nos deixam com as pernas a tremer… Tal como em tantas outras coisas, há sorrisos para todos os gostos Língua de fora

O meu desejo para 2013 é que todos consigamos voltar a sorrir, sem medos, sem reservas e mesmo naqueles dias cinzentos em que o nosso mundinho parece que vai acabar e só nos apetece desaparecer… Sorrir faz bem e recomenda-se!

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Faço meus os votos do Google, Feliz Ano Novo (até porque tem ali ao centro uma representação do quadro mais lindo de sempre que ainda há quem diga desconhecer)!

Para a Mafalda

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Foi Natal

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Como dizia, sabiamente, Luís Vaz de Camões:

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.”

A tradição já não é o que era… Felizmente! Por isso, este Natal (o primeiro em 29 aninhos) teve gosto a filme americano, já que o meu maior desejo era ter um Natal em família, daqueles com a casa cheia, comida que nunca mais acaba, lareira acesa e carradas de mimo por metro quadrado (sem margem de manobra para alguém acabar por adormecer num qualquer sofá antes mesmo da missa do galo).

Este ano, fiz as pazes com o Natal, logo durante os preparativos para o mesmo, no meio dos 50500 doces que a mãe decidiu fazer e a desinfectar-me com a aguardente do pai (garanto que queimou tudinho pelo caminho). E nem foi preciso “dar a volta” a um homem, bastou pedir com jeitinho, porque às vezes eles desejam o mesmo que/para nós só não têm coragem para sair da zona de conforto.

O Natal ganhou um brilho diferente, ganhou uma dinâmica nova e agora sim, já aceito que me digam que é um dia como os outros, porque esta família que se junta tantas vezes no ano (já que tudo serve de desculpa para um petisco bem regado) já tem uma história de Natal para contar.

Não foi por ser Natal, nem porque o convívio familiar flui melhor em volta de uma mesa mas tive direito àquele que é, neste momento, um dos meus maiores orgulhos do contexto familiar: pão a sério, feito daquela massa que fica ali em espera a crescer e a crescer, amassado por braços cada vez mais cansados mas que não dão descanso, num forno também ele caseiro (a guerra que eu tive para calcular a superfície esférica do dito cujo quando os tijolos já tinham sido comprados na conta certa), onde a lenha perde a forma para aquecer tudo em seu redor… E fazer magia:

pão

Feliz Natal

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Lucky - Jason Mraz, Colbie Caillat and Timothy Fagan

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Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky, oh my, baby I'm trying
Boy, I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I'll wait for you, I promise you, I will

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air
I'll put a flower in your hair
Though the breezes through the trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

Eu tenhos um gosto assim a dar para o duvidoso, portanto, não tenho problemas em assumir que sempre gostei desta música. E ainda me lembro da altura em que o Ricardo metia aquele ar de apanhadinho e me dizia que esta era a música dele e da Rita. Passaram uns aninhos e a "música" deu frutos. PARABÉNS!

Fim-de-semana de compensação

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Ao terceiro falhanço da minha “to go list”, que ocorreu este fim-de-semana, eu devia render-me e desistir de tentar ser uma mulherzinha com a mania da independência… Mas é mais forte do que eu! Rendo-me, cozinho para afogar as mágoas e passo por cima de tudo com a certeza que melhores dias virão.

Para me redimir, faço uma segunda tentativa naquela que considero a melhor entrada de todos os tempos e percebo que, se me limitar a seguir a receita, a coisa corre divinalmente bem.

Entrada

E se é para compensar que seja em grande, portanto, fiz uma tarte tartin, que pelos vistos é o nome que se dá a uma tarte feita ao contrário (já podiam ter dito que a minha vidinha era tartin). A dita cuja foi eleita porque não tem ciência nenhuma, nem dá trabalho nenhum: é só pincelar a tarteira com caramelo, colocar as maçãs fatiadas (com casca e tudo) e cobrir com massa folhada, fazendo uns furos na mesma. Como se deve desenformar ainda quente o mais certo é haver caramelo por todo o lado (não confirmo nem desminto) mas o resultado final é minimamente convincente Língua de fora

TARTE

 
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