Eleições

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Não gosto de política nem de politiquices!

Cresci numa família em que as trocas de impressões no contexto político sempre foram altamente inflamadas e fervorosas e aquilo nunca me pareceu mais do que um debate infrutífero para questionar o “sexo dos anjos”. Talvez por isso nunca senti vontade de tomar partido e fazer ouvir a minha voz (se há momentos em que gosto de passar despercebida e à margem da conversa este é um deles).

Por causa disso, já sabia que este era ano de eleições (com jeitinho até eleições antecipadas – ou atrasadas, depende da perspetiva) mas, como agora sou uma mocinha crescida e já voto na Amadora, todos sentem que o meu voto já não tem o mesmo peso e eu acabo por pensar isso também. Independentemente da importância que ele possa ter ou não, hoje sei que vou gostar de saber os resultados :)

Estou à rasca

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tasca

Está um dia horroroso e quero mesmo arranjar coragem para me arrastar até Setúbal!

O que é que se passa…

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… Com as mulheres à minha volta?

“Nunca é tarde para se ser mãe”; “quero muito ser mãe”; “vou ser mãe mesmo sem ter um homem na minha vida”; “nunca é tarde para voltar a ser mãe”; “quero tanto o segundo filho mas isto está tão complicado”; “gostava de ter o terceiro filho mas as despesas são tantas”…

E eu que pensava que este fogo todo era uma coisa destinada ao tempo quente…

Adjectivo

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São – ES

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São páginas rasgadas

Por um tempo sem fim

Antes cantadas são

Cartas escritas por mim

São marés ventos

São nadas que falam

São livres acontecimentos

São e não se calam

 

São e são de perto

São tambores ficam longe

São de longe esses rumores

 

São rumores de ti

Dos teus passos que dou

Dos teus olhos que vejo

Dos contos que conto por ti

São contos de ambição

São cartas por escrever

São talvez sem razão

São formas de perder

 

São e são de perto

São tambores ficam longe

São de longe esses rumores

 

Que murmuram teu sorriso…

 

Fim de semana em família (mais um de muitos), com esta voz que foi, é e será sempre a minha favorita. Gosto de ti!

Rotina

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Ultimamente esta ideia assusta-me imenso!

Podia dar-me para pior…

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Este novo ano começa carregado de sorrisos (especialmente sorrisos marotos que apesar de todo o mal que trazem ao mundo continuam a ser os meus favoritos) mesmo que não existam motivos extraordinários para sorrir, nem exista muita vontade de o fazer, mas porque não há, para mim, nada mais poderoso do que um sorriso Sorriso [o abraço poderia ter um poder igualmente grandioso mas implica invadir o espaço pessoal de outra pessoa e a nossa sociedade está cada vez menos receptiva a essas invasões].

Eu atribuo-lhe este poder porque receber um sorriso inesperado é algo que nos desarma, hesitamos e perdemos sempre um instante a tentar perceber porque somos merecedores daquela dádiva, antes mesmo de retribuirmos, mas a verdade é que os seus efeitos são imediatos… Num dia mau, o sorriso pode surgir como uma fuga à rotina, ter o mesmo efeito de um ombro amigo ou ser o motivo de oscilações de humor, da mesma forma que pode ser um convite ou um reforço positivo. Há sorrisos sinceros, há sorrisos bonitos, há sorrisos sacanas, há sorrisos que nos deixam com as pernas a tremer… Tal como em tantas outras coisas, há sorrisos para todos os gostos Língua de fora

O meu desejo para 2013 é que todos consigamos voltar a sorrir, sem medos, sem reservas e mesmo naqueles dias cinzentos em que o nosso mundinho parece que vai acabar e só nos apetece desaparecer… Sorrir faz bem e recomenda-se!

 
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