Be my valentine
Comer amores-perfeitos, beber Periquita e rir a bom rir, com uma vista divinal sobre a noite lisboeta, compensa! Mas da próxima apostamos no Choco Frito e nos Anjos… Só para garantir que há menos escadas
Mimos em DVD
Em Maio de 2010, adormeci a ver um dos meus filmes de animação favoritos (Aladdin), por isso, tive direito a um DVD com o mesmo para o poder na íntegra noutra altura qualquer.
Ontem, já que estou de “castigo” e as noites agora têm mesmo que ser passadas no congelador que é o meu lar, decidi dar-lhe outra oportunidade e não me decepcionei. Passados tantos anos, a magia de um filme de 92 continua a fazer todo o sentido.
Para ajudar ao deslumbramento, junto com o filme tinha 2,65 GB de musiquitas que ficaram esquecidas com o passar do tempo e reapareceram agora para me mimar
Deve ser por isso que não deixo de acreditar que:
Anjos – Voar no espaço
Gelo sobre o fogo quente
Naveguei no teu mar tão pouco
Fui um barco na corrente
Tu foste tudo e eu
Só queria liberdade
Como um carro louco
Perdido pela cidade
Solto na brisa de verão
Já corri o mundo sem nada
Já senti o vento na estrada
Já cheguei até ao fim
E tu és tudo p’ra mim
Já tentei correr no deserto
Brilhar como o sol no teu braço
E agora que estás aqui
É como voar no espaço
Hoje a lua promete ficar
De guarda ao nosso quartel
Vais ser o porto de abrigo
Largar como barco mais fiel
Tu foste tudo e eu
Quero dar tudo por ti
Abres sentidos em
Ruas que não percorri
E agora sei que estás aqui
Já corri o mundo sem nada
Já senti o vento na estrada
Já cheguei até ao fim
E tu és tudo pra mim
Já tentei correr no deserto
Brilhar como o sol no teu braço
E agora que estás aqui
É como voar no espaço
Não sei dizer se ainda te faço vibrar
Se te toco
Não sei dizer se ainda te posso agarrar
Sou como louco
Hoje vou ser o teu perfume que guardas
No armário
Dormir sentado ou talvez andar
Em sentido contrário
Rasga o oceano a 200 nós
Cada onda é um pedaço de nós
Louco, livre, viajando por ti,
Um cometa que ainda reluz
Parte a velocidade da luz
E antes de chegar eu já estou aqui
Já corri o mundo sem nada
Já senti o vento na estrada
Já cheguei até ao fim
E tu és tudo pra mim
Já tentei correr no deserto
Brilhar como o sol no teu braço
E agora que estás aqui
É como voar no espaço...
A vida em atraso
Sinto que este vai ser o mega post dos últimos tempos, pela carrada de coisas que deixei passar e que sinto que me fazem falta aqui no meu EU-BLOG
Não escrevi sobre as tradições de quem vive na terrinha que, apesar de atestarem a arca dos papás a um preço muito simpático, não me convencem minimamente e já nem as febras acabadinhas de cortar em cima da grelha me conseguem conquistar para o espírito da coisa. Cansaço gigantesco, humor cão, recompensa muito boa mas que pode ser alcançada de outras formas (com custo monetário mais alto mas desgaste emocional praticamente nulo).
Não escrevi sobre a grande conquista da minha mãe que, de momento, faz de mim, aparentemente, uma mulherzinha. A Pépa queria uma “carteira”, eu sinto que podia muito bem viver sem uma, a mãe sentiu diferente e procedeu em conformidade. Lixei-me e tive que me render às evidências – porque sim, no que dependesse de mim era artigo para não entrar cá em casa. E como uma coisa leva à outra, a cada dia que passa, quando me olho ao espelho antes de sair para o trabalho, vejo menos da Gabi que sempre fui e começo a admirar aquela estranha do reflexo.
Não escrevi sobre o meu joelho, nem sobre o gelo no meu joelho, nem sobre a forma como as minhas maluqueiras enquanto pandeireta de uma tuna se reflectem agora no meu joelho, nem sobre as teorias de deixar o cycling (não vai acontecer ou se calhar não é bem assim!) por causa do joelho… Ando outra vez lesionada
Não escrevi sobre visitas, daquelas boas mas boas em que a conversa nunca se esgota, em que o tempo é sempre pouco, em que alguém dá boa música aos meus vizinhos para os compensar das atrocidades a que eu os sujeito quando decido que preciso espantar os meus males ou arranhar as cordas da viola. Em ritmo super acelerado, apesar do travão estar no fundo, que eu gosto mesmo é de calma e descontracção,sabe sempre bem estar em boa companhia.
Não escrevi sobre os novos secretários de estado, mas isso deve dever-se mais ao meu ódio de estimação por temas políticos.
Nunca aqui escrevi uma declaração solene em jeito de afirmação pessoal, mas escrevo hoje: “Gosto de Anjos”. Porque isto
me permite aquelas noites de sono profundo e reparador que eu já não tinha há imenso tempo (sou gaja e os neurónios fazem questão de estar sempre a trabalhar a mil à hora a tentar processar carradas de informação/ideias/sentimentos sem assunto) e estes
embora pudessem ser um grande motivo para passar noites em claro, têm-me dado música para os meus dias, para as minhas noites e agora também para as minhas madrugadas, e se há coisa que eu adoro é que me dêem música