… Que vivo num país pequenino?
Discussões
Hoje, li algo que me soube divinalmente bem e, como acredito que no círculo de pessoas em que me movo existam poucas que leiam o que um pai de quatro criancinhas tem para escrever, não consegui resistir a partilhar… Simplesmente porque acho que explica muita coisa
Ele pode ser O Pai Mais Horrível do Mundo mas estas linhas são geniais:
(...) uma dicussão doméstica, aquelas discussões totalmente estúpidas que só temos com quem amamos ou com quem odiamos, mas que significam invariavelmente que existe um enorme percurso em conjunto.
E pensando bem, isto é de um extraordinário engenho: eu revelo a minha maior intimidade com uma pessoa não quando vou para a cama com ela mas quando discuto com ela. Sabem que mais? É absolutamente verdade. As pessoas até podem ir para a cama com semi-desconhecidos numa one night stand. O que elas nunca farão é ter discussões idiotas, parvas, irritantes, aquelas discussões que têm escritas no meio da testa muitos-anos-a-virar-frangos-em-conjunto, com quem não conhecem bem.
E é notável olhar para essas discussões não como o resultado de anos e anos de desgaste de uma relação, mas como manifestações de amor (...)
O resto do post pode ser lido aqui, num blog que considero simplesmente hilariante e que justifica o meu não desejo de contribuir para o futuro da humanidade
Guitarra Toca Baixinho – Francisco José
Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender,
Só ela deve saber
Que estou falando de amor...
Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira!
Lua parada no céu,
O vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora!
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...
A noite está tão serena,
Eu dormindo em seu seio...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
E é hora...
O homem da minha vida
Descobri há pouquíssimo tempo o que é gostar verdadeiramente de alguém (tarda mas não falha)… No brilho daquele olhar que diz “gosto tanto de te ver aqui” e no aconchego daquele abraço que me devolve as forças como se me protegesse de todos os males do mundo.
Apesar de me achar uma lamechas de primeira, toda a gente me diz que sou um cubo de gelo (a virar sentimental só porque os anos começam a pesar). De qualquer forma, não estava à espera que me acontecesse a mim e apercebi-me disso da forma mais inconsciente possível, quando dei por mim preocupada: “Será que está tudo bem? Será que ele se aguenta?”… Pequenas coisas que sempre me passaram ao lado à velocidade da luz e agora fazem todo o sentido.
Não consigo verbalizar que adoro as nossas longas conversas na companhia de um bom copo de vinho e os nossos momentos de partilha em que nos rimos juntos por “dá cá aquela palha”, porque também não quero verbalizar as saudades que sinto (porque as sinto mesmo). Prefiro esconder, tudo não porque tenho mau feitio mas, uma grande parte porque “é mais fácil assim”.
Feliz dia, PAI!
Carta Aberta
Grata pela compreensão...
O dia seguinte
É aquele dia em que percebemos que esticámos demasiado a corda.
Aquele em que começamos a questionar se tomámos a decisão certa.
Aquele em que tomamos consciência que falámos demais.
Aquele em que surgem as hesitações que devíamos ter tido em conta “antes de”.
Ainda assim, é mais um dia que sabemos que agimos de acordo com o que nos define, para o bom e para o mau, sem mentiras ou falsas contenções.