O regresso

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Nunca ouvi ninguém, que não fosse viciado no trabalho, dizer que voltar de férias é fácil, portanto, também não vou ser eu a fazê-lo. Ao voltarmos deparamo-nos com tudo aquilo que deixámos para trás na partida, tudo aquilo de que fugimos (nem que seja a rotina), tudo aquilo que temporariamente fizemos por esquecer e tudo aquilo que não resolvemos ou não enfrentámos vai estar exactamente onde deixámos porque “nada se perde, tudo se transforma” (Lavoisier). A vidinha “real” continuou e podemos nem compreender muito bem como as coisas se alteraram mas “sem pressas que há tempo, dá gosto o momento, e tudo o mais pode esperar”, não precisamos perceber tudo de uma vez só Sorriso

Hoje, eu estou grata pela luz, a luz do sol que não iluminou o meu quarto, que ilumina um dia frio e que se deixa ver; estou grata por todo o trabalho que ninguém se lembrou que precisava de ser feito e estava à minha espera para preencher o meu dia; estou grata por ter na minha vida quem se sente no aeroporto à minha espera enquanto se faz esperar; estou grata porque me fazem 50500 vezes a mesma pergunta, mesmo que seja apenas porque sim, para que eu não me esqueça que tenho tanta coisa para partilhar; estou grata por existirem pessoas que se interessam e param para ler as minhas teorias da treta; estou grata por não me terem cobrado nada mesmo cobrando…

Desejos assumidos…

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A bela da Torta Maisena para o lanche…

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E os belos dos rolinhos (que parecem tudo menos rolinhos que eu não sou nada dotada para os trabalhos manuais) para o jantar.

Tudo em modo de compensação para o regresso ao trabalho!

Estas férias

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Era segunda-feira, dia 13 de Maio, noite de serenatas de início à Semana Académica de Lisboa. Fui só ali ver tunas num instantinho que essa coisa de ter um vôo para apanhar nessa madrugada não tem importância nenhuma :p

Para mim, houve EAISEL, houve Antunia e houve TUIST, apetecia mais mas chegou e sobrou... A teoria de ir para as serentas quem não quer ouvir serenatas há anos que cansa a minha beleza, ainda mais quando há imenso espaço em volta e ninguém é obrigado a juntar-se a essa festa.

Mal dormi, que a ansiedade é coisa que não me tem dado descanso ultimamente, e arranquei da cama a minha companheira de aventuras que não ia alinhar comigo desta vez mas se voluntariou carinhosamente para me "transportar" ao aeroporto. Muchas gracias!

Estes dias em terras holandesas deram direito a muita coisa, por exemplo...
Passeio de barco pelos canais.
Uma quarta-feira de final da Liga Europa com cor (vermelho e branco); um idioma (o português) e um estado de espírito contagiante espalhado por toda a cidade de Amesterdão.
Carradas de banhos de cultura (e de chuva também, infelizmente).
Uma Ronda da Noite, de Rembrant, com um corte para entrar no museu.
Uma leiteira... Bem mais favorecida na versão Scarlet Johansson.
Diamantes... Diz uma musiquita célebre que são os melhores amigos das raparigas (deve ser por isso que eu me sinto mais macho a cada dia que passa) mas fazem cada coisa pirosa com eles que até mete dó.
Tulipas... Muito poucas intactas mas muitas mutiladas pela chuva.
Bicicletas... Sempre achei piada ao conceito da bicicleta mas, depois de uns dias a conviver pessoalmente com elas, perderam metade do encanto. São bicicletas assassinas! Não é uma teoria passível de ser generalizada mas há por lá muito ciclista sem amor à vida (dos outros) que não sabe o que são sinais vermelhos ou passadeiras.
Loja portuguesa.
Moinhos de vento :)
Amigos... Conversas longas sem que o assunto acabe, carinho, mimo, pouco escurinho para dormir (logo eu que gosto do escuro absoluto), boa comidinha, gargalhadas genuínas, aulas de culinária, a sensação de ter a minha mãe comigo ;), boa companhia... Afinal, desde que a carteira assim o permita, "do longe se faz bem mais perto" num piscar de olhos! Obrigada por me proporcionarem a minha fuga à rotina, fez-me bem!

Mas estes dias não deram direito à Noite Estrelada do Van Gogh, portanto, o Museu de Arte Moderna passou directamente para o top 10 de sítios a visitar em Dezembro do próximo ano ;)

Local favorito (que me perdoem os amantes de Amesterdão que tem, sem dúvida, muito sítio digno de registo mas para mim só há um ambiente que fica sempre bem independentemente da meteorologia): a praia em Zandvoort!

Tomorrow is the...

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Eu e as saudades

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Se há coisa que eu assumidamente sou é saudosista. Sempre vivi muito mais “no que foi” do que “no que está para vir” (excepção feita para os planos de fins-de-semana de borga e férias e momentos diferentes rodeada de malta amiga), não é defeito é feitio, fui-me moldando assim ao longo dos anos, talvez em jeito de defesa, e contornar isso já começa a dar muito trabalho.

Se há coisa simples e idiota que uma gaja solteira, com a mania da independência, a viver sozinha, por vezes até tem saudades, sem que nunca o assuma, é de cenas de ciúmes (porque a seguir vem a parte melhor que é fazer as pazes).

Hoje não é o dia! Obrigada por amuares, por cruzares os braços e fazeres beicinho, por me fazeres sentir que posso não te ver imenso tempo mas que estás na minha vida, por não me pressionares, por não me cobrares, por me dares o meu espaço e o espaço para “exorcizar” o meu mau feitio, por me ouvires, por tudo e por nada. Sei que não gostas do meu tom abrasileirado mas “te gosto” e por amor uma gaja faz (quase) tudo Piscar de olho

Diz que é uma espécie de voluntariado

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POST EM CONSTRUÇÃO...


Continuo a aguardar que deixem de gozar comigo e com o meu talento para a pintura para desenvolver este post!

VII Noites de Luar

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noites de luar

É já amanhã!

 
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