Tendenciosa me confesso

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Os técnicos da área de saúde têm vindo a surpreender-me com o passar do tempo…

No ano passado, nos estágios do BESup, conheci um senhor doutor, dirigente associativo no Porto e com sotaque a condizer que se revelou uma excelente companhia. Mais recentemente, vivi a saga do senhor ortopedista charmoso trintão e sem cabelos brancos que dava vontade de continuar com dores no joelho só para poder lavar as vistas. Hoje, rendi-me ao senhor farmacêutico simpático (assim que entrei na farmácia) porque quando me dão música eu normalmente não esqueço… E ele é tuno!

Blhêca (e parece que volto atrás no tempo e ouço o Mirra a dizer-me baixinho ao ouvido “quem desdenha quer comprar”)!

Profissão N+2

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Se eu decidisse mudar de emprego agora iriam chamar-me de tola, diriam que estava louca ou algo do género... Como o decidem por mim (ainda que eu estivesse, finalmente, a fazer algo que verdadeiramente me fascina) já não há problema, dizem que é bom para mim porque fazer sempre o mesmo torna-se aborrecido e faz falta aprender coisas novas…

Algo dentro de mim fermenta e só me apetece explodir um: “Ó gente da minha terra”… Decidam-se! “Presa por ter cão e presa por não ter” é que não pode ser!

Mas tenho que passar por cima disso… Valores mais altos se levantam e, como iniciei esta semana a minha formação para desempenhar novas funções, tenho muito mais onde gastar as minhas energias. Vou trabalhar no mesmo departamento, com a mesma chefe, rodeada pelos mesmos colegas, mas numa àrea diferente e vou ser gestora! AHAHAHAHAHAHAH! Vou mesmo, vou ser uma gestora discricionária!

Ainda o FMM 2013

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Recuerdos de um mega fim-de-semana (só porque este não teve muito de especial)!

Acordar – Paulo Gonzo

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São duas da tarde e ainda estava a dormir,
foi bom teres falado estou mesmo a sair
Essa voz maviosa, logo pela manhã,
bate-me com mais speed que um Guronsan

Ai como é bom assim acordar,
com o sol na janela e a magia no ar
Olhar nos teus olhos e ver coisas sem fim,
e voltar para casa com esta música, dentro de mim

(…)
ai, ai como é bom assim acordar

Um fim de tarde como este, aqui para nós,
mesmo com outros parece que estamos sós
Mais um café que a noite já aí vem,
gente como tu é o melhor que o mundo tem

Ai como é bom assim acordar,
com o sol na janela e a magia no ar
Olhar nos teus olhos e ver coisas sem fim,
e voltar para casa com esta música, dentro de mim

(…)
ai, ai como é bom assim acordar

Só para que conste

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Sempre gostei de pessoinhas com óculos e, a partir desta semana, gosto ainda mais.
Habituei-me desde pequena que a figura maternal (pelo menos a minha) usa óculos e desenvolvi uma qualquer teoria que usar óculos é chique, é coisa de intelectual, dá estatuto e não é para qualquer um :p
Entretanto, surgiu a moda das lentes de contacto... Aquelas circunferências que se podem distinguir da íris também têm uma certa piada mas, se me pedirem para optar, escolho os óculos... Roxos!

Miriam – Cristina Branco

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Quem te visse aprumadinha
Camisa, calça de ganga
Colarzinho de missanga
E quase sempre sozinha

Mas chegando a madrugada
Montavas a bicicleta
De t-shirt e calça preta
E grande capa doirada

Uma argola na orelha
E uma mochila vermelha

Quem havia de dizer
O que andavas a fazer
Ai Miriam
Quem te visse
A passear no Chiado
Com um ar muito aprumado

De repente tão reguila
E o que era mais estranho
É que essa tua mochila
Parecia sem tamanho

Lá cabia o que tiravas
De toda a parte onde andavas
Sem que ninguém te apanhasse
E sem que ninguém te visse

Qual Robin que se inspirasse
Nas aventuras de Alice

Quem havia de dizer
O que tu ias trazer
Ai Miriam
Quem te visse
De dia, uma boa menina
E à noite super-heroína

As coisas que tu trazias!

Um grande queijo da serra
Um dicionário, um colchão
Um bom pedaço de terra
Um comboio, um avião

Estacionamento sem multa
Um posto de gasolina
Um bilhete pró Teatro
Umas férias em Berlim

Uma casa e um jardim
Um alvará e um contrato
Um bife, uma sopa quente
Uma visita a Foz Coa

Uns patins, uma meloa
O Expresso do Oriente

Até ao raiar da aurora
Como se fosse um festim
Que nunca mais tinha fim
Como se todos os dias
Tudo fosse sempre assim

E muito mais…muito mais…
As coisas essenciais
P'ra se poder escolher
A vida que se quer ter

E de toda a parte vêm
Os que nunca nada têm
Fazer um grande festim
Com tudo o que tu trazias

Como se todos os dias
Tudo fosse sempre assim

Quem é que pode saber
O que vai acontecer
Ai Miriam
Quem te visse
Se muitos fossem capazes
De fazer o que tu fazes.

(Manuela de Freitas/Ricardo J. Dias)

Hipocrisia e anemia (ferropénica, só porque gosto do nome)

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Quando chego de manhãzinha ao trabalho, tenho o péssimo hábito de preparar tudo o que preciso para os pedidos a que a minha área tem de dar resposta durante o dia. Como somos três e, brevemente, irei abandonar este “barco”, nunca se sabe quem irá desempenhar determinada tarefa (eu já estou na fase em que só vejo e não faço nada), portanto, fica tudo numa pastinha partilhada para que eu possa “passar o testemunho”.
Até aqui nada de novo... Estas são apenas aquelas teorias da treta que fazem parte e que, apesar de não terem sentido nenhum, não há como contornar. Sim, que isto de ensinar alguém que desempenha as funções há mais 5 anos que nós e dessa pessoa não poder ensinar a colega nova só me soa a teoria da treta. Adiante!
Aqui por estes lados, eu sou a única que tem que cumprir horários (não ter as “costas quentes” dá nisso) e, talvez por isso, ainda faço algum esforço por chegar cedo (para tentar sair cedo também). Portanto, mesmo que me distraia a atualizar-me socialmente (leia-se “a ver o mail”) sou sempre a primeira a pôr a mão na massa.
Ontem, a minha competência madrugadora revelou-se muito útil... Fez-se magia por aqui e a pasta antiguinha que eu não devia saber que existia mas tinha acabado de atualizar e alterar para a colega nova, para que ela não tivesse que perder tempo a construir tudo, desapareceu exatamente na altura em que a chefinha me pediu para ser eu a ajudá-la. Tão giro! (muita ironia mesmo) Meti o meu mau feitio a fazer magia também e tudo acabou por aparecer no computador da outra colega. Assunto arrumado mas... Será normal!? Qual é a lógica!? Eu não percebo mesmo nada da vidinha profissional porque estas coisas transcendem-me.
Para terminar o dia, ainda tive que passar pelo consultório da Sra. Doutora em Medicina Geral e Familiar para descobrir que estou anémica, os meus níveis de ferro e magnésio estão baixinhos. Blhêca! “Vou-lhe dizer o que não costumo dizer a ninguém: coma mais carnes vermelhas!” Ora bem, cozinhar frango e peru já é um filme, essa coisa das carnes vermelhas não dá para mim que ainda acabo a comer cenas tipo sola de sapato. “Experimente beterraba!” Portanto, novas aventuras vão começar lá em casa :p
 
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