Boa sensação

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Voltar a ter um final de tarde de sexta-feira MEU!

Sem pressa de sair do trabalho, com tempo para ouvir (os elogios d)a chefe, com motivação para pedalar como se não houvesse amanhã, com os meus chuveiros de eleição e paciência para secar/esticar o cabelo, a pseudo-jantar e sofazar, a ler tudo o que deixo em atraso que a internet têm ao meu dispor, a divagar…

Não ter horários sabe tão bem!

Bomba Relógio – Sérgio Godinho

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O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.

Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio

O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.

Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio.

E depois do adeus – Paulo de Carvalho

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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

Letra: José Niza; Música: José Calvário

A Rute diz que a minha música é esta. Eu não discordo mas continuo a achar que é esta outra. Agora há quem ache que esta aqui é mesmo a mais indicada… Fico dividida!

Musiquinha – Deolinda

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Está tudo morto, não?
Não há motivação!
Nada acontece,
Está tudo à espera,
Está tudo encerrado, não?
Não há mais vibração,
Ninguém se mexe.
Que grande seca, pois...

Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda,
Põe a musiquinha e abana essa anca.

Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.

Está tudo em ruínas, não?
Não há renovação!
Ninguém se inquieta,
Tudo embrutece,
Está tudo inquinado pá.
Não temos salvação,
E esta conversa já me aborrece, e...

Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda
Põe a musiquinha e abana essa anca.

Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.

Abana quem pode,
Abana quem deve,
Abana quem sabe,
Abana quem esquece,
Abana quem pensa ou evita pensar,
Abana o bem para se pôr a abanar.

Abana o pai,
Abana o mãe,
Abana o velho,
O novo também,
Abana por bem,
Abana por mal,
Abana quem diz,
Que abanar é banal.

Abana o da frente,
Abana o de trás,
Abana o dali,
Abana os de cá,
Abana também se me vires abrandar,
Abana-me bem para eu te abanar.

Avante 2013

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Estava enganada em relação à Festa…

Percebo agora que a Festa do Avante vai ser sempre um local de encontros imediatos. Mas há encontros, inesperados, que são simples e brutalmente deliciosos (como um conhecido do Festival de Músicas do Mundo, um grande amigo dado para as politiquices, antigas féfes que gosto mesmo de rever, um primo por afinidade, o grupinho de malta da Estuna, TASCA e Sadina…) que compensam todos os outros menos interessantes.

Música houve imensa… Confesso que deixei, conscientemente, que me passasse ao lado grande parte da Festa para poder atestar os meus níveis de musiquinhas. E soube tão bem! Tive direito a estilos completamente distintos, desde a Orquestra Sinfonietta de Lisboa a Batida, desde Stonebones and Bad Spaghetti a Dazkarieh, desde Sérgio Godinho a Xutos e Pontapés… Apanhei não sei quantos concertos a meio e perdi a paciência para outros tantos. Mas valeu a pena, desliguei por completo para este banho de cultura. E consegui dançar, pular, exorcizar, rir e brincar (meditar é que acho que não) ao som da Carvalhesa Sorriso

Convém dizer que o Litoral Alentejano é excelente! Se colocarmos de lado o cansaço (que torna as pessoas chatas e rabujentas), se premiarmos o bom gosto e se valorizarmos os “amigos, companheiros, camaradas” simplesmente porque “a vida é feita de pequenos nadas”, então o Litoral Alentejano é o destino certo. E guardo o desejo que um dia, porque eu sou mesmo uma crente, vejam a Festa com os mesmos olhos calmos e descontraídos que usei este ano!

Dizem que “a vida são dois dias, a Festa do Avante três”! Mas eu juro que se houvesse mais um, só me arrastava até lá a balões de soro Língua de fora

Avante

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Foi em 99, salvo erro, que pisei pela primeira vez na Festa do Avante (ainda nem tinha idade para votar), quando a banda filarmónica da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense foi convidada para fazer uma arruada antes do comício de abertura e, posteriormente, dar um pequeno concerto.

Desses momentos guardo poucas recordações (a prima, o mini palco, a mini-saia da farda quando se está num mini palco, o ensopado de borrego que me perseguiu em quase todas as saídas com a banda...), mas lembro-me como se fosse ontem do grupinho de jovens que desfardou em passo de corrida para se esparramar em frente ao Palco 25 de Abril a ver O concerto daquela, e de tantas outras, sexta-feira: a Orquestra.

Há três anos, nem sei bem como (a culpa foi certamente da companhia), repeti a proeza. E adorei (tirando a parte em que, depois de muitas fugas bem sucedidas, consegui ter um encontro imediato na casa-de-banho)! Foi o ano em que decidi “fazer o que ainda não foi feito”, ou qualquer coisa desse tipo, e valeu a pena.

Este ano, quase com a garantia que os encontros imediatos não vão acontecer, decidi rumar novamente à Quinta da Atalaia... Portanto, a banda sonora do fim-de-semana, entre tantas outras músicas de qualidade, vai ter (como já teve o anterior) a Carvalhesa :)

(Des)iludida

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O meu gajo traiu-me!

Estou cansada destas histórias que tendem a repetir-se e para as quais já conheço o fim… Eu amo-o muito mas não lhe vou perdoar nunca, não dá, eu simplesmente não sou capaz! Não depois de tudo o que vivemos juntos…

Uma gaja sente uma certa química, apaixona-se, deixa-se levar pela magia, ilude-se e vai baixando as guardas, vai ficando confortável e desleixa-se (infelizmente, há sempre uma fase em que isso acontece). Depois, quando se apercebe que vai no caminho errado, dá tudo por tudo para compensar, esmera-se, produz-se, mima o gajo de todas as formas, dedica-lhe toda a atenção e… Como é que ele retribui!? Deixa-a apeada!

Ninguém merece!

 
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