Antes que o Facebook de alguém mostre e deixe de ser novidade
Praias alentejanas em Setembro
Destinos ideais. Paraísos locais. Momentos divinais.
São areais a perder de vista, pintalgados aqui e ali por alguns resistentes que teimam em fingir que o Verão não está a terminar. São imensidões de silêncio, interrompidas apenas pelo rebentar das ondas ou o suave arrastar do mar sobre a areia. São excelentes desculpas para manter a distância (da rotina, dos problemas, das preocupações…).
Recomenda-se!
Satisfação
1h 13m 53s
Para justificar o meu sorriso de orelha em orelha!
Foi muito, mas muito, melhor do que eu estava à espera
Boa sensação
Voltar a ter um final de tarde de sexta-feira MEU!
Sem pressa de sair do trabalho, com tempo para ouvir (os elogios d)a chefe, com motivação para pedalar como se não houvesse amanhã, com os meus chuveiros de eleição e paciência para secar/esticar o cabelo, a pseudo-jantar e sofazar, a ler tudo o que deixo em atraso que a internet têm ao meu dispor, a divagar…
Não ter horários sabe tão bem!
Bomba Relógio – Sérgio Godinho
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.
Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.
Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio.
E depois do adeus – Paulo de Carvalho
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Letra: José Niza; Música: José Calvário
A Rute diz que a minha música é esta. Eu não discordo mas continuo a achar que é esta outra. Agora há quem ache que esta aqui é mesmo a mais indicada… Fico dividida!
Musiquinha – Deolinda
Está tudo morto, não?
Não há motivação!
Nada acontece,
Está tudo à espera,
Está tudo encerrado, não?
Não há mais vibração,
Ninguém se mexe.
Que grande seca, pois...
Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda,
Põe a musiquinha e abana essa anca.
Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.
Está tudo em ruínas, não?
Não há renovação!
Ninguém se inquieta,
Tudo embrutece,
Está tudo inquinado pá.
Não temos salvação,
E esta conversa já me aborrece, e...
Já que a ninguém espanta ver
Q' isto já não anda
Põe a musiquinha e abana essa anca.
Já que a ninguém espanta ver,
Q' isto não avança,
Houve a musiquinha e abana, abana, abana.
Abana quem pode,
Abana quem deve,
Abana quem sabe,
Abana quem esquece,
Abana quem pensa ou evita pensar,
Abana o bem para se pôr a abanar.
Abana o pai,
Abana o mãe,
Abana o velho,
O novo também,
Abana por bem,
Abana por mal,
Abana quem diz,
Que abanar é banal.
Abana o da frente,
Abana o de trás,
Abana o dali,
Abana os de cá,
Abana também se me vires abrandar,
Abana-me bem para eu te abanar.