Momento relax
Desfolhada – Simone de Oliveira
Corpo de linho, lábios de mosto
Meu corpo lindo, meu fogo posto.
Eira de milho, luar de Agosto
Quem faz um filho, fá-lo por gosto.
É milho-rei, milho vermelho
Cravo de carne, bago de amor.
Filho de um rei, que sendo velho
Volta a nascer, quando há calor.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada.
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada.
Minha raiz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra.
Ó minha água e minha sede
Ó mar ao sul da minha terra.
É trigo loiro, é além Tejo
O meu país neste momento.
O sol o queima, o vento o beija
Seara louca em movimento.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada.
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada.
Olhos de amêndoa, cisterna escura
Onde se alpendra, a desventura.
Moira escondida, moira encantada
Lenda perdida, lenda encontrada.
Ó minha terra, minha aventura
Casca de noz desamparada.
Ó minha terra minha lonjura
Por mim perdida, por mim achada.
Música: Nuno Nazareth Fernandes; Letra: Ary dos Santos
Escolhas
Hoje não vou estar aqui...
Nem aqui....
E muito menos aqui...
Troquei tudo por uma noite à lareira, sozinha em casa. Logo eu!
Adoro quando tomam as decisões todas por mim.
Carta de amor
“Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. […] Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava já era tarde de mais.
[…]
Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões, para não te amar ou não querer saber de ti.
Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama. Até dás a impressão que tanto te faz seres odiado como amado; que gostas de fingir que estás acima disso”.
Excerto de uma carta de amor de Miguel Esteves Cardoso
Quem de nós dois - Ana Carolina
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Está ruim p'ra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa p'ra não te encarar
P'ra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não estou nem aí p'ra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Música: Gianluca Grignani / Massimo Luca
Letra: Ana Carolina / Dudu Falcão
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Está ruim p'ra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa p'ra não te encarar
P'ra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não estou nem aí p'ra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Música: Gianluca Grignani / Massimo Luca
Letra: Ana Carolina / Dudu Falcão
Não está a ser fácil
Dia 1 – O horror
Cheguei a casa e o silêncio, total, era aterrador. Procurei por sinais de ti e nada. O coração veio parar-me ao pé da boca e senti-me, de novo, pequenina e desprotegida. Não tive forças para lutar e refugiei-me nas minhas leituras tanta vez adiadas. Estou grata por tanto livro que empilhei na esperança de “um dia...”.
Dia 2 – A paz podre
Jantei como não o fazia há muito tempo, em casa, à mesa, sem pressas, sem preocupações, sem dar por mim ansiosa a tirar-te toda a loiça suja da frente... Sem ti! Só eu e a minha refeição, com pratos, talheres e tudo. Foi estranho, já nem me lembrava como era essa coisa de comer sozinha. Depois, rendi-me ao encanto do romance que agora comecei a ler e já vai quase no fim (sim, gosto de ler romances vá-se lá perceber porquê). A Sveva cativou-me à séria e ainda bem, mantém-me distraída.
Dia 3 – O cansaço
Hoje não quis saber de nada, cheguei e enfiei-me na cama, vestida e calçada, tal como estava. Pouco tempo depois o telemóvel tocou e deixei-me ser desencaminhada. Luto adiado!
Desejos para o fim-de-semana: não dar em louca (porque tudo mas tudo me faz pensar em ti) e sobreviver a um festival de gajas só para ver uns mocinhos jeitosos e simpáticos :)
Cheguei a casa e o silêncio, total, era aterrador. Procurei por sinais de ti e nada. O coração veio parar-me ao pé da boca e senti-me, de novo, pequenina e desprotegida. Não tive forças para lutar e refugiei-me nas minhas leituras tanta vez adiadas. Estou grata por tanto livro que empilhei na esperança de “um dia...”.
Dia 2 – A paz podre
Jantei como não o fazia há muito tempo, em casa, à mesa, sem pressas, sem preocupações, sem dar por mim ansiosa a tirar-te toda a loiça suja da frente... Sem ti! Só eu e a minha refeição, com pratos, talheres e tudo. Foi estranho, já nem me lembrava como era essa coisa de comer sozinha. Depois, rendi-me ao encanto do romance que agora comecei a ler e já vai quase no fim (sim, gosto de ler romances vá-se lá perceber porquê). A Sveva cativou-me à séria e ainda bem, mantém-me distraída.
Dia 3 – O cansaço
Hoje não quis saber de nada, cheguei e enfiei-me na cama, vestida e calçada, tal como estava. Pouco tempo depois o telemóvel tocou e deixei-me ser desencaminhada. Luto adiado!
Desejos para o fim-de-semana: não dar em louca (porque tudo mas tudo me faz pensar em ti) e sobreviver a um festival de gajas só para ver uns mocinhos jeitosos e simpáticos :)
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