O tendão Rotuliano

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Era uma vez um tendão chamado Rotuliano que vivia lá longe, longe, para os lados do Joelho. Ele era um jeitoso charmosérrimo (o maior do bairro dele) e levava a sua vida dupla de solteirão descansadinho e sem problemas porque conseguia gerir tudo muito bem e dividir as suas atenções de igual forma entre a Rótula e a Tíbia, para não ter que abdicar de nenhuma das duas (a união entre eles era demasiado forte e ele não conseguiria viver sem nenhuma das duas).

Certo dia, a meio de uma actividade física algo intensa, a Rótula, mocinha com personalidade vincada e vontade própria, decidiu impor-se e mudar o rumo da sua vida, cansada de ficar sempre por cima fez um ligeiro movimento de rotação e arrastou o Rotuliano, parcialmente, consigo. Este como não queria, nem por nada, abandonar a Tíbia esticou-se como pode e as suas fibras internas não resistiram (diz quem assistiu que em resultado de tanto esforço as temperaturas eram elevadíssimas!).

A partir daí, o Rotuliano nunca mais foi o mesmo, só queria ficar deitado sem fazer nada, ser acariciado com pedrinhas de gelo e cremes cheirosos (cada um com os seus desejos), ter o mínimo de actividade possível e começou a deixar que a vida passasse por ele em vez de ser ele a passar pela vida.

Até ao dia de hoje, em que, por intermédio de uma amiga de um amigo de uma amiga, ele ficou a saber que, devia manter-se no modo inactivo (blhêca!), mas precisava mesmo era de umas MTPs. Pediu-me uma ajudinha e, por isso, vim aqui partilhar a sua estória. Vamos todos procurar alguém (infelizmente não posso ser eu porque sou tendenciosa e, consequentemente, demasiado subtil) para dar ao Rotuliano o que ele precisa Piscar de olho

“As palavras que nunca te direi”

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A propósito deste post aqui e desta versão e de 50500 outras coisas que me passam diariamente pela massa cinzenta enquanto sinto que não sei mesmo viver sem música:

“I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah…”

Hallelujah – Leonard Cohen

Apesar de tudo

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Não deu para resisitir!

Com desejos

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Na semana passada, resolvi armar-me em filha emancipada e experimentei fazer uma Torta Maisena – sempre lhe conheci este nome apesar de não conseguir encontrar nada em lado algum sobre a mesma – e sempre foi aquele “miminho” que a mãe fez a pensar em mim (não é como as amêndoas açucaradas que ela faz a pensar na Rute), portanto, achei que estava na altura de me aventurar.

A receita não tem nada de especial uma vez que é só juntar 4 ovos; 250 g de açúcar; 1 colher de sopa de farinha Maisena e bater tudo. Mas a coisa começa a complicar-se na hora de meter tudo numa forma untada com margarina e forrada com papel vegetal que, por sua vez, é também untado com margarina, ou melhor, complica-se na hora de retirar isto tudo Língua de fora 

Na teoria, o que eu sempre vi fazer foi espalhar açúcar em cima de um pano, voltar o tabuleiro lá em cima e, depois, retirar o papel vegetal. Na prática, logo nos primeiros segundos eu já via voar açúcar pela cozinha quase toda (era pano, era mesa, era chão…), entendi-me com o tabuleiro mas o papel vegetal não queria, nem por nada, perder a aderência aos extremos da minha torta – tive mesmo que abrir mão desses pedaços. Depois, seguiu-se a saga de transformar os remanescentes numa torta e perceber que nesta mansão não há nenhum prato onde a torta caiba sem ser partida ao meio. Para ajudar à festa, não tinha pilhas carregadas para a fotografar e consegui comê-la todinha antes das pilhas carregarem Sorriso Só pela “caminhada” matei estes desejos todos!

Ontem, cedi ao desejo do quentinho e rumei a outro código postal, onde não era esperada (um dia a coisa ainda me corre mal) e soube muito bem. Porque o carinho não tem hora marcada e se faz de pequenos gestos e de grandes partlhas e também representa a passagem pelo meu “mercado” favorito:

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No regresso à capital, descobri que às vezes, mas só às vezes, desempenho muito bem o papel de idiota! Ir a casa dos papás tem destas coisas, salvo seja, porque existe por lá o meu canal favorito que é o Kitchen 24, em que toda a gente faz a culinária parecer muito simples e, desta vez, até o Viriato Pã me convenceu ao fazer um belo salame – fiquei com desejos. Chego a casa, apercebo-me que não tenho bolachas na minha despensa para fazer um exemplar só meu e penso: “Ainda é cedo, por isso, vou ali num instante comprar, nem preciso levar o carro". Moral da história: Quando cheguei ao destino já ia a coxear, quando me vi novamente à porta do prédio já estava a desesperar para me sentar e ainda tinha as escadas para o segundo andar pela frente! Felizmente, também dá para fazer salame sentada e, com as colheres de uísque que coloquei de bónus, a anestesia já está quase a sair do congelador Língua de fora

Portanto, neste momento o meu desejo mesmo mais intenso é não ter que me preocupar com dores num joelho e voltar a ginasticar (o que iria ajudar bastante a não engordar que nem um texuga agora que não consigo resistir e passo tempo a comer…)!

Eu sei que consigo privar-me de muita coisa, não sou nenhuma super-mulher mas consigo viver muito bem sem televisão, sem saber fazer comida de jeito, sem um homem, mas posso ao menos manter aquilo que faz os meus dias parecerem muito mais curtos e leves e animados e com um final muito mais feliz (é que eu continuo a adorar os chuveiros mas, agora, recuso-me a ir lá só tomar banho!)!?

Ainda por cima, que raio faz uma mulher com carradas de tempo livre ao final do dia? Não tenho mesmo talento para virar doméstica sem opção! É verdade que nos últimos tempos a roupa não se tem acumulado (nem para lavar nem para passar), há sempre comidinha no frigorífico, o congelador onde vivo, ups, a minha mansão está sempre arrumada, a vida social aumentou exponencialmente mas, tirando a parte da vida social, eu não me revejo mesmo nada neste perfil e temo (muito) pela minha sanidade mental.

Dia da Gabriela

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Ouvi dizer, várias vezes, que hoje é o dia da Gabriela. Portanto, decidi dedicar alguns minutos a pesquisar os significados deste nome lindérrimo.
A síntese que mais me convenceu, encontrada num site sobre o desenvolvimento e a alimentação de bebés, foi esta aqui:
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Mas acabei por ler tanta coisa engraçada que decidir fazer a minha própria síntese…
Gabriela é, como diz acima, a forma feminina de Gabriel, nome do anjo que serviu como mensageiro de Deus. E esta é a ideia que tenho mais associada ao meu nome, podia ter nome de anjo mas nasci gaja Língua de fora
Como é um nome começado por G, é nome de pessoa séria, honesta e impaciente, que reflecte muito antes de agir e se aborrece quando as coisas não correm como previsto. [Ninguém diria…]
As Gabrielas passam a imagem de inteligentes, com talento para as actividades intelectuais, mas valorizam a espiritualidade. São bastante reservadas e, por isso mesmo, é difícil ganhar a sua confiança. Devem controlar o egoismo e a preguiça e tentar estar mais receptivas ao mundo.
Gabriela em números
Expressão (como o mundo a vê) 1: Original, criativa, corajosa, ousada, inventiva e independente. Profissões – advogada, estilista, escritora, inventora, programadora de computadores…
Impressões (como ela vê o mundo) 3: Expressiva, imaginativa, criativa, determinada, generosa, sensível, impaciente [só para reforçar a ideia], excelente oradora e apreciadora de [boa] música Sorriso
Anseios da Alma (o que a move) 7: A busca do conhecimento e sabedoria, o desejo de usar a mente e ter actividades intelectuais. Intuitiva, inspiradora e retraída.

Maturidade e Solidão

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Uma das coisas que quem escolhe viver independentemente sozinha e sendo solteira tem que lidar, é com a solidão. E nesse processo que requer algum treino e habituação, ao longo do tempo, o estar sozinho é tanto opção, como alterna com simplesmente não haver outra escolha. Pessoalmente, lido bem com isso. Gosto de viver sozinha, gosto de passar tempo sozinha, e hoje em dia escolho sem pensar duas vezes ficar em casa sozinha a ler um livro que fazer frete num programa que não me interessa. O problema é que há dias em que uma pessoa não quer estar sozinha, e se vê obrigada a ter de chamar a atenção dos amigos para esse facto, que nesta altura da vida e idade, estão demasiado ocupados com as suas vidas para se lembrarem que estamos sozinhos. Sempre. E se nas datas em que simplesmente não podemos estar sozinhos e como tal os obrigamos a comparecer, com convites para jantar ou do género, a verdade é que boa parte do tempo se esquecem da nossa condição de "sozinhos", e que ao contrário dos acasalados o não ter programa significa provavelmente jantar em silêncio pizza congelada em frente à televisão. Ou algo melhor num dia de inspiração. E que depois disso não há muito mais ânimo para mais nada, só para vestir o pijama.
E aqui estou eu, a ver filmes, na véspera de fazer 33 anos. Não é deprimente, é apenas normal. Tão normal que quando um convite para um copo chegou, já eu estava de pijama e sem vontade nenhuma de sair. Sim, ter companhia à meia-noite teria sido fixe, mas convite e companhia para jantar teria sido muito melhor, e agora é tarde para isso. But thats the way it is.

Be my valentine

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Comer amores-perfeitos, beber Periquita e rir a bom rir, com uma vista divinal sobre a noite lisboeta, compensa! Mas da próxima apostamos no Choco Frito e nos Anjos… Só para garantir que há menos escadas Língua de fora

 
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