Passo a passo

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À noitinha, quando os meus passos ecoam no corredor vazio, penso no Gato!

De manhã, quando corro pela casa na tentativa de realizar 50500 tarefas e, ainda assim, conseguir despachar-me a horas, penso no Gato!

Quando me dirijo para o Metro, após ter estacionado o carro, e percorro apressadamente essa distância, penso no Gato!

Quando subo a Brancaamp, em plena luta com a calçada portuguesa e a pensar bem onde meto os pés, sem atropelar nenhuma donzela a sofrer do mesmo problema, penso no Gato…

Muito sinceramente, nunca me chateou ter o andar pesado porque não dava por ele mas agora que a vida profissional me levou a abdicar dos meus ténis já não me posso ouvir. LOLOLOL.

P.S.: “Penso no Gato” mas podia dizer que penso em qualquer uma das alminhas que foi comigo para Praga, a interrogação “Gabi, isto és tu?” ficou associada àquela viagem Língua de fora

Money, money, money…

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Viver na Amadora

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20h30m – Chegas a casa depois de um belo dia de estágio e uma passagem rápida pelo ginásio, estacionas o carro relativamente perto de casa. Como trazes 50500 sacos/malas/mochilas (do almoço, dos sapatos, do ginásio…) espalhados pelas diferentes áreas do carro, tiras tudo e  confirmas que trancaste o carro.

8h25m – Sais de casa, novamente com os 50500 sacos prontos para mais um dia, com a chave do carro na mão para facilitar todo o processo e diriges-te ao sítio onde deixaste o carro. Passas pelo sítio onde o carro deveria estar e pensas “ia jurar que o tinha deixado aqui”; continuas a busca, sem sucesso, voltas para trás e apercebes-te “tinha que  estar aqui” (o que acontece mais ou menos 5 segundos antes da sensação de vazio se apoderar de ti, começares a hiperventilar e “panicares”).

8h35m – Voltas a casa, largas tudo, corres a rua de uma ponta a outra e decides chamar a Polícia… O que não adianta de nada porque vais ter que ir, a pé, passear à esquadra mais próxima mesmo que não saibas onde ela fica.

8h50m – Tiveste sorte e a esquadra nem é assim tão longe! Entras a medo, com o olhar perdido e o coração nas mãos e perguntas “será possível que me tenham rebocado o carro, apesar dele até ter ficado bem estacionado?”. Há logo um agente simpático que tenta destruir os teus sonhos “tive de serviço toda a noite e não dei por nenhuma ocorrência desse tipo” enquanto outro te pede para aguardares. Quando se esgotam todas as alternativas, ele afirma “lamento mas a sua viatura deve ter sido furtada” e tu colapsas!

10h30 – Passaste a última hora a responder a perguntas despropositadas dignas de um filme de comédia (ainda que não te apetecesse nada rir) do tipo “sabe como foi efectuado o furto?” e a ouvir comentários estranhos como “não se preocupe, isso foi alguém que precisou de ir a algum lado e a viatura depois aparece”. Apetece-te acordar do pesadelo mas apercebes-te que não será assim tão simples. Voltas a casa para te tentares recompor, sem sucesso, e interiorizares a ideia de “há tanta gente que vive sem carro” mas, enquanto te diriges para usufruir dos transportes públicos, sentes falta de uma palavra amiga…

10h40m – Pegas no telemóvel, esperas ouvir uma voz do outro lado e tentas relatar o sucedido, na medida do possível… Ouves um “não saias daí que eu vou ter contigo”, palavras que irás agradecer, secretamente ou nem por isso, durante muito tempo. Atravessas a rua para cumprir com o combinado e esperar, à sombra, e o teu olhar é atraído, como um íman, para o fundo da rua, para a traseira de um carro mal estacionado – o teu carro!

Aproximas-te dele e sentes que perdeste anos de vida só nas últimas horas, ao mesmo tempo que reparas que ele não tem um único risco ou amolgadela, e confirmas que ninguém quis os teus cd de música portuguesa, que não podem ter feito quase quilómetros nenhuns e o gasto no gasóleo mal se nota. Simultaneamente, sentes que já não queres sair de perto dele, que há imenso tempo (quatro anos) que o tens na tua vida, que já partilharam imensas aventuras e não queres ter que viver sem ele (Materialista! Sim, e depois!?).

Moral da história: Para quem quer dormir uma noite descansada, sem sofrer de uma ansiedade miudinha que impulsiona a pessoa a ir à janela de hora em hora só para ter a certeza que o carro está no mesmo sítio… Arranje uma casa com garagem Língua de fora

Profissão N+1

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Acerca do meu contexto profissional, muita gente me atira à cara que ando sempre a saltitar de emprego em emprego; muita gente me pergunta quando é que eu vou parar; muita gente se esquece que se conformou num posto de trabalho que nunca possibilitou crescimento ou realização pessoal com medo de correr riscos… Acabei por me habituar às teorias e, se não me traziam nada de novo, optei simplesmente por ignorá-las. Mas sei que foram essas teorias que me levaram a pensar: afinal quantas profissões é que eu já tive?.

Não foram assim tantas porque, dentro da minha área, fui-me comportando com um pêndulo que percorre diversas posições mas acaba sempre por voltar ao mesmo sítio e, para mim, este é o tipo de histórico de que me orgulho… Acumular experiências diversas, conhecer realidades totalmente distintas, enfrentar desafios e crescer, crescer sempre. Quer estivesse  rodeada de  investigadores, de motoristas de camiões, de psicólogos, de “avozinhas” carentes, de jovens rebeldes ou de administrativos comodistas, aproveitei sempre para aprender um pouco mais (porque reconhecer que as funções que desempenhamos não nos dizem absolutamente nada também é uma aprendizagem Língua de fora).

Lá para o final do mês, está previsto um acréscimo à minha listagem… Vou subir na vida e passar de estagiária a qualquer coisa que não sei bem o que será. Lol. Portanto, por agora, vou fazer como aprendi neste estágio: Viver um dia de cada vez! e comemorar cada uma das minhas conquistas.

Assim:

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E, simultaneamente, com uma tentativa de libertar a minha veia de consumidora não tão compulsiva como eu gostaria. A coisa até correu bem e deixei-me convencer (só) por estas: Ada Gatti; Bershka; Sfera; Taily Weijl (não, não fui à loja dos chineses); Tezenis Sorriso rasgado; Zara.

Tenho  que admitir que esta coisa de ter que andar vestida de modo mais formal não é tão fácil como parece, especialmente quando tenho que ser eu a escolher a minha própria roupa chique porque as consultoras de imagem, apesar de darem dicas muito úteis e válidas, andam todas noutro código postal Piscar de olho E depois tenho também o sentimento de “artificialidade” que me assiste quando olho para o espelho, dentro de conjuntinhos que nem a minha avó vestiria, e me deixa à beira de um ataque de nervos. A verdade é que ando a contornar, dentro do possível, estas adversidades e a tentar fazer de mim uma mulherzinha, sempre ouvi dizer que o hábito faz o monge…

I can see clearly now – Johnny Nash

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I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I’ve been prayin’ for
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Look all around, there’s nothin’ but blue skies
Look straight ahead, nothin’ but blue skies

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Foi assim

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Para sair da rotina

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