Olha o fado – Fausto

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Eu cá sou dos Fonsecas
Eu cá sou dos Madureiras
De ferro o puro sangue
O que me corre nas veias
Nasci da paixão temporal
Do porto dos vendavais
Cresço no fragor da luta
Numa força bruta
P'ra além dos mortais
Mas tenho muitas saudades
Certas penas e desejos
E aquela louca ansiedade
Como um pecado
Meu amor se te não vejo

Olha o fado

Ora é tão vingativo
Ora é tão paciente
Amanhã é comedor
Hoje abstinente
Mentiroso alcoviteiro
Doce e verdadeiro
Uma vez conquistador
Outra vez vencido
Amanhã é navegante
Hoje é desvalido
Sensual aventureiro
Doido e bandoleiro

Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
De olhos pregados nos céus
De cima dos chapitéus

Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
E na verdade o que vos dói
É que não queremos ser heróis

Mega dia sem piquenique

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“A sorte protege os audazes…”

Hoje foi dia de levar o meu menino a fazer a preparação para as férias, que se aproximam a passos largos… Este ano decidi que vamos de férias só os dois com destino indefinido (ou bem definido por esse Portugal fora mas às escondidas dos papás que eu já estou a ficar crescidinha para sermões e missas cantadas) para melgar os amigos que, regra geral, estão longe.

Agora que finalmente chegou o calor (e eu não acredito que chova nos próximos tempos), achei que era uma boa ideia mimá-lo e, como a nossa relação funciona na base de dar e receber, tivemos um dia em cheio. Ele levou-me à praia e eu levei-o num regresso ao passado (eu que nem gosto dessas coisas) para matar saudades do seu sítio favorito na Póvoa de Santa Iria. [E sim, eu sei que há sítios para lavar o carro muito mais perto da porta (ainda que eu não tenha sido capaz de encontrar nenhum daqueles em que vamos colocando as moedinhas) e também sei que é muito mais simples fazê-lo em casa dos papás, mas um dia não são dias e fez-nos bem Sorriso]

No regresso para Lisboa (que ali já não é Lisboa), conseguimos passar à porta de 3 (quase 4) casas onde já vivi, de todos os 50500 locais que frequentava quando a minha vida se fazia daquele lado da civilização e confesso que continuo a gostar muito daquela zona. Hoje, foi especialmente irónico passar à frente do Instituto Tecnológico e Nuclear agora que, passados seis anos, me cancelaram a conta de e-mail e eu escolhi não guardar toda a história que ela tinha dentro…

Aproveitei que estava do lado de lá da cidade e fui fazer o meu passeio de domingo pelo Parque das Nações (tanto “mel” e tanta criancinha por metro quadrado, credo!). Fiz o caminho todo junto ao rio desde a ponte até ao centro comercial e fui lá dar uma voltinha que já não metia os pés no Vasco da Gama há imenso tempo.

E abençoado seja o momento em que entrei na FNAC… Porque tive direito a musiquitas! O Fernando Tordo estava lá a fazer a apresentação do seu novo espectáculo (Braguêsas, Beiroas e outras amantes) e eu fiquei rendida (até mesmo quando ele cantou em inglês). É verdade que ele fala mais do que canta ou toca mas eu aprendi muitíssimo (é o que dá ser muito “verde” no tema) naquele pedacinho da minha tarde em que, para mim, sem dúvida que o tempo parou. Como ele disse e muito bem, o amor pela música “é um amor que dura a vida inteira” e, à pala disso, eu saí de lá com um sorriso rasgado de orelha em orelha, a cantarolar a Tourada e a agradecer mentalmente ter levado o meu menino a passear para aqueles lados.

Há dias assim, em que a vidinha corre simplesmente bem!

Coisas…

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… Sobre as quais queria ter escrito:

Outras comemorações dos Santos Populares, como esta aqui;

Aquiles: o tendão, o calcanhar, a lenda;

Espectáculos/concertos que perdi, como este ou este;

Sushi, Lays no Forno e Coca-cola;

-1,7%;

E esta prenda gigantesca que recebi, disfarçada de etiqueta, e que amei! Pequenos detalhes, íntimos, mas ainda assim excelentes para serem partilhados (o meu pai costuma dizer que só assim a vida faz sentido)! Obrigada!

A lua ou/e tempo (sim, sem dúvida que deve ser do tempo! Huummm… Ou talvez seja da lua…) teimam em não colaborar e vontade para a escrita é artigo em  falta, a colocar na próxima listinha de compras, de desejos ou de perdidos e achados.

Em tempos muito idos, li em qualquer lado que a vida se quer preenchida de boas energias e sentimentos bons e, para favorecer a lei da atracção, há que realçar as coisas boas e ignorar as menos boas (até aqui nada de novo). Dizia o tal artigo XPTO que não deviamos escrever sobre as coisas más porque estas nos iriam perseguir. Ora bem, eu sou uma daquelas gajas (leia-se “futura escritora de best-sellers”) que não escreve já escrevendo porque defendo afincadamente a teoria “para bom entendedor meia palavra basta”, portanto, acabo sempre por atrair tudo e mais alguma coisa. Mas… se essas coisas já nos perseguem só pode melhorar, certo!?

Negras como a noite – Xutos & Pontapés

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Com mãos de veludo,
negras como a noite
Tu deste-me tudo
e eu parti...

Um homem trabalha
no outro lado do rio,
com as suas duas mãos
repara o navio
Está sozinho e triste,
mas tem de aguentar,
já falta tão pouco
para poder voltar

Vai ficar tudo bem, isso eu sei

Vai ficar tudo bem, isso eu sei

Quando o sol se juntar ao mar

e eu te voltar a beijar.
Só mais uma vez, só mais uma vez
só mais uma, só mais esta vez

Com um adeus começa
outro dia igual
Ficou a promesa,
escondida no lençol
Negras como a noite,
vindas de outra terra
as mãos de veludo,
estão à sua espera.

 

Apaixonei-me perdidamente

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E, por ironia do destino, chama-se Manuel o motivo desses sentimentos…

Sabia que ele já tinha questionado a minha ausência prolongada, portanto, foi impossível esconder o sorriso quando nos voltámos a encontrar e os nossos olhares se cruzaram. Durante algum tempo, andámos a esconder-nos um do outro mas acabámos a suar juntos Língua de fora

Nunca pensei que ele desse o primeiro passo e metesse conversa mas foi isso mesmo que aconteceu. Falou-me da sua vida cheia, do contexto profissional, da sua casa na Lagoa de Santo André, dos passeios que já fez na minha terra, dos seus interesses tão distintos dos meus e até do tempo, tudo com o seu jeito encantador. Aqueceu-me a alma e arrancou-me sorrisos. E despediu-se com um “Minha querida, certamente voltaremos a encontrar-nos!”.

Os efeitos que uma conversa animada e descontraída, numa sexta-feira à noite, na sauna, com um charmoso podem ter numa mulher…

Maravilhada

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Às vezes, mas só às vezes, a coisa até corre muitíssimo bem!

Queques de maçã e noz

 

Mistura seca:

1 chávena e ¾ de farinha

1 chávena de açúcar

2 colheres de chá de fermento em pó

½ colher de chá de bicarbonato de sódio

 

Mistura húmida:

1 chávena de leite

1/3 de uma chávena de óleo

1 colher de chá de essência de baunilha

1 ovo

 

1 maçã cortada aos cubos que adicionei na mistura húmida

Nozes picadas grosseiramente (juntei só no fim e ainda guardei algumas para colocar por cima)

 

Junta-se tudo, envolve-se bem e coloca-se numa forma para queques (untada e polvilhada com farinha) ou em pequenas forminhas de papel. Vai ao forno a 180º por 20 minutos.

         Adaptado daqui e daqui.

Noite de Santo António

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Excelente companhia, dramas com nova tecnologia, bailaricos, jantares intermináveis, imensa gente por metro quadrado, muita confusão, animação, ginjinhas, sardinhas, manjericos, mais bailaricos, mais confusão, ruas inclinadas, pessoas cansadas, falta de juízo, risota, galhofa e boa disposição! Foi assim que a marcha de Telheiras saiu à rua…

Falhou-nos este:

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